Mais de 580 áreas protegidas da Amazônia passam semestre sem registros de desmatamento

Levantamento do Imazon aponta menor destruição para o período em 8 anos, embora estados como Pará e Mato Grosso liderem índices de devastação.

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Mais de 580 áreas protegidas da Amazônia passam semestre sem registros de desmatamento
© Orlando K Junior/Divulgação

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  • Mais de 588 áreas protegidas da Amazônia, equivalentes a mais de 80% do total, não registraram desmatamento entre janeiro e junho de 2026, incluindo 330 terras indígenas e 258 unidades de conservação.
  • No primeiro semestre de 2026, a Amazônia teve 1.145 km² desmatados, queda de 10% em relação a 2025, 76% abaixo do pico de 2022 e o menor nível para o período em 8 anos, com áreas protegidas concentrando cerca de 8% da devastação.
  • A Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, no Pará, respondeu por metade do desmatamento em áreas protegidas, enquanto a Floresta Nacional do Jamanxim também preocupou, em meio a redução de limites e críticas do Imazon que defende veto presidencial.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Mais de 588 áreas protegidas da Amazônia passaram sem registros de desmatamento entre janeiro e junho deste ano, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (24) pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia. O total corresponde a mais de 80% desses territórios e abrange 330 terras indígenas e 258 unidades de conservação. Os dados vieram a público poucos dias após o governo dos Estados Unidos incluir o desmatamento ilegal entre as justificativas para impor tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros, gerando contestação por parte de Brasília.

Conforme o Imazon, a floresta registrou 1.145 quilômetros quadrados de área derrubada no primeiro semestre de 2026, representando um recuo de 10% em relação ao mesmo período do ano passado e o menor patamar para o intervalo nos últimos 8 anos. Em comparação com o pico registrado em 2022, a queda chegou a 76%. As áreas protegidas concentraram cerca de 8% de toda a devastação do período, totalizando pouco mais de 97 quilômetros quadrados destruídos.

Destaques negativos e pressões sobre unidades de conservação

Apesar da tendência geral de baixa, o estudo aponta focos persistentes de pressão ambiental. O principal destaque negativo foi a Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, no Pará, responsável por metade do desmatamento computado em todas as áreas protegidas da Amazônia no semestre, com quase 48 quilômetros quadrados derrubados.

Outro ponto de alerta destacado pelo instituto é a Floresta Nacional do Jamanxim, também no Pará, que registrou quase 3 quilômetros quadrados de perda e sofreu com a recente aprovação legislativa de redução de seus limites. Especialistas do Imazon criticaram a medida parlamentar e defenderam veto presidencial para preservar a integridade dessas zonas de contenção climática.

Perguntas Frequentes

Qual foi a porcentagem de áreas protegidas que não registraram desmatamento no primeiro semestre?

Mais de 80% das áreas protegidas da Amazônia passaram sem ocorrências de desmatamento entre janeiro e junho.

Qual unidade de conservação concentrou o maior volume de devastação no período avaliado?

A Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, no Pará, liderou os índices negativos, respondendo por metade do desmatamento em áreas protegidas.

Como os dados do Imazon se relacionam com o cenário internacional recente?

O levantamento foi divulgado após os Estados Unidos usarem o desmatamento como justificativa para tarifas, enquanto o governo brasileiro aponta queda contínua nos índices desde 2023.

 

Com informações de Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

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