Remo demite Léo Condé e negocia com Carpini para tentar escapar do rebaixamento

Na penúltima posição do Brasileirão, clube paraense encerra passagem de Léo Condé após quatro derrotas seguidas e avalia Thiago Carpini para comandar a reação.

Fonte: News Rondonia

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Remo demite Léo Condé e negocia com Carpini para tentar escapar do rebaixamento

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O Clube do Remo anunciou na madrugada desta terça-feira a saída do técnico Léo Condé, horas depois da derrota por 2 a 1 para o Bahia, na Arena Fonte Nova, pela 27ª rodada do Brasileirão. A decisão foi tomada em comum acordo durante a viagem de volta para Belém, e a nota oficial do clube só saiu às 4 da manhã, num horário que por si só diz muita coisa sobre o clima que se instalou dentro do grupo. Junto com Condé deixam o clube os auxiliares Felipe Surian e Renato Negrão e o preparador físico Diego Kami Mura.

O Remo está na 19ª posição, penúltima colocação da Série A, com 23 pontos. O Grêmio, primeiro clube fora da zona de rebaixamento, tem 28. Cinco pontos separam o time azulino da salvação, com onze rodadas ainda por disputar. Dá para recuperar, mas não dá para perder mais tempo.

Segundo o Info Remo e o Diário do Pará, o nome favorito da diretoria para o lugar de Condé é Thiago Carpini. O treinador de 42 anos está no mercado desde julho, quando encerrou a passagem pelo Fortaleza. Antes disso, ganhou a Supercopa do Brasil de 2024 pelo São Paulo, levou o Juventude de volta à Série A em 2023 e conduziu o Vitória numa sequência invicta de 22 partidas. É o perfil que a diretoria quer: alguém que já trabalhou sob pressão e que sabe o que é tirar um clube de situação complicada.

30 jogos, 15 derrotas e uma nota às 4 da manhã

Léo Condé chegou ao Remo em março para substituir o colombiano Juan Carlos Osorio, técnico da estreia histórica do clube na Série A depois de vários anos fora da elite. Foram 30 partidas no total, com 8 vitórias, 7 empates e 15 derrotas. Aproveitamento de 37,7%. O ataque marcou 32 gols, mas a defesa sofreu 41. Esses números contam a história de um time que criava mas não segurava.

O segundo semestre foi pior. A última vitória do Remo no Brasileirão aconteceu em julho e desde então o time encadeou nove jogos sem ganhar, seis dos quais foram derrotas, quatro consecutivas. Bahia, Flamengo, Coritiba e Fluminense bateram o Remo nas semanas que antecederam a demissão. A eliminação para o Santos na Copa do Brasil, nas oitavas de final, foi mais um golpe numa temporada que começou com algum otimismo e foi perdendo o fio.

A demissão publicada de madrugada sugere que a conversa aconteceu ainda dentro do avião, na volta de Salvador. A diretoria não quis esperar mais um dia. Condé torna-se o 17º técnico a cair na Série A em 2026, numa edição do campeonato que tem consumido treinadores a um ritmo acelerado. Luís Castro saiu do Grêmio poucos dias antes.

Carpini chega com currículo mas encontra elenco abalado

Quem assumir o Remo nos próximos dias vai encontrar um grupo tecnicamente capaz mas mentalmente gasto. A equipe tem jogadores com experiência suficiente para brigar pela permanência, mas nove jogos sem vencer deixam marcas que não somem com a troca de treinador. Carpini, se for confirmado, vai precisar de mais do que organização tática. Vai precisar de reconstruir alguma coisa que foi sendo corroída ao longo do segundo semestre.

O estranho é que nem tudo foi mau. O Remo jogou bom futebol em momentos desta temporada, chegou às oitavas da Copa do Brasil e teve jogos onde mostrou que tem condições de estar na elite. O problema é a consistência. Ou melhor, a falta dela. O clube entrou e saiu da zona de rebaixamento várias vezes desde o início do campeonato, e essa instabilidade acaba por ser mais desgastante do que uma queda prolongada e contínua.

Há duas semanas, o Mangueirão recebeu 51.567 pessoas para ver o Remo contra o Flamengo. Foi o maior público da história do clube naquele estádio. Quem estava nas arquibancadas naquele domingo não imaginava que dias depois o técnico estaria fora e o time na penúltima posição depois de quatro derrotas seguidas. Para quem acompanha o clube de Rondônia, do Pará e de todo o Norte, e que segue as odds da permanência nas apostas esportivas, os números das plataformas refletem a incerteza real da situação. Nos cassinos regulamentados pelo governo com licença da SPA, as apostas no desfecho do Remo na Série A estão entre as mais consultadas nas casas que cobrem o futebol brasileiro completo.

Cinco pontos e onze jogos para escapar

O campeonato termina em dezembro. O Remo tem onze jogos pela frente e a diferença para o Grêmio, que também trocou de técnico recentemente, é de cinco pontos. Não é uma missão impossível, mas exige que o clube ganhe mais do que tem ganho nas últimas semanas e que os concorrentes diretos não se estabilizem antes que o Remo consiga reagir. É esperar para ver os próximos desenvolvimentos.

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