PF investiga broches com câmera para gravar votos em Cabo Frio

Dispositivos encontrados com um homem teriam câmera escondida e número de candidato; material será submetido a perícia durante investigação.

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PF investiga broches com câmera para gravar votos em Cabo Frio
foto - Polícia Federal/divulgação

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A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para investigar a distribuição e o uso de broches equipados com dispositivos eletrônicos em Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Segundo a investigação, o material poderia ser utilizado para registrar o voto de eleitores na urna eletrônica durante o primeiro turno das Eleições 2026.

Os dispositivos foram encontrados com um homem, que também teve o celular apreendido. Segundo a PF, os broches possuem o número de um candidato na parte frontal e, na parte traseira, um adesivo que encobre uma câmera acompanhada de bateria.

O homem conduzido à PF optou por permanecer em silêncio. Os equipamentos e o celular apreendidos serão submetidos a perícia técnica criminal, que deverá auxiliar na continuidade da investigação.

É proibido filmar o voto

A legislação eleitoral proíbe o eleitor de entrar na cabine de votação portando celular, câmera fotográfica, filmadora ou qualquer outro equipamento capaz de registrar o voto.

A restrição tem como objetivo preservar o sigilo do voto. A regra está prevista na Lei das Eleições e em resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O uso de dispositivos eletrônicos para registrar a escolha feita na urna pode comprometer o princípio do voto secreto, protegido pela legislação eleitoral.

PF registra outras ocorrências

Em balanço divulgado às 15h10 deste domingo (4), a Polícia Federal informou ter instaurado seis inquéritos policiais e lavrado 18 termos circunstanciados de ocorrência (TCOs) relacionados à apuração de crimes eleitorais.

As ocorrências foram registradas em diversos estados e no Distrito Federal, incluindo Rondônia.

Até aquele horário, 129 pessoas haviam sido conduzidas. A PF também informou a apreensão de R$ 789,8 mil em bens e valores, sendo R$ 383,6 mil em dinheiro.

Entre os principais crimes investigados estavam propaganda eleitoral irregular e corrupção eleitoral, incluindo suspeitas de compra de votos.

As investigações seguem em andamento, e os materiais apreendidos ainda passarão por perícia. A eventual responsabilização dos envolvidos dependerá da apuração dos fatos e das conclusões das autoridades competentes.

Com informações de Agência Brasil.

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