Bolsa brasileira fecha maio com forte queda acumulada

Ibovespa registra recuo de 7,22% no mês e dólar encerra acima de 5 reais, pressionados pela fuga de capital estrangeiro e pela desvalorização do petróleo.

Fonte: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil - 20

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Bolsa brasileira fecha maio com forte queda acumulada
© REUTERS/Amanda Perobelli/Direitos Reservados

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  • Ibovespa caiu 0,73% na sexta (29), fechou maio em 173.787,49 pontos e teve pior mês desde fevereiro de 2023.
  • Saída líquida de R$ 14,1 bilhões de estrangeiros migrou para tecnologia nos EUA e Ásia, enquanto Nasdaq subiu 8,36% em maio.
  • Dólar subiu 1,82% para R$ 5,0453, com incertezas sobre juros e PIB acima do esperado, queda de 17,4% do Brent e riscos geopolíticos.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O mercado financeiro brasileiro encerrou maio em tom pessimista, com o Ibovespa fechando o mês aos 173.787,49 pontos, após uma queda de 0,73% nesta sexta-feira (29). O desempenho marca a sétima semana consecutiva de perdas, distanciando o índice das máximas históricas alcançadas em abril. No acumulado do mês, a bolsa brasileira apresentou sua pior performance desde fevereiro de 2023, reduzindo os ganhos anuais para 7,86%.

Mudança no fluxo global

A correção na B3 é reflexo direto de uma reorientação do capital global. Investidores estrangeiros têm retirado recursos do mercado brasileiro com uma saída líquida estimada em 14,1 bilhões de reais até o dia 27 para realocá-los em ações de tecnologia nos Estados Unidos e em economias asiáticas, como Coreia do Sul e Taiwan. Enquanto o Brasil enfrenta esse movimento de saída, as bolsas de Nova York operam em patamares recordes, com o índice Nasdaq acumulando alta expressiva de 8,36% em maio.

Câmbio e cenário macroeconômico

O dólar comercial acompanhou a volatilidade, encerrando maio cotado a 5,0453 reais, uma valorização de 1,82% no período. A pressão cambial é alimentada não apenas pela saída de estrangeiros, mas também pela percepção de juros elevados por mais tempo, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 1,1% no primeiro trimestre de 2026, acima das expectativas, adicionou incerteza ao ciclo de cortes da taxa Selic, deixando o mercado cauteloso.

Impacto das commodities

As ações da Petrobras e de empresas do setor de energia sofreram pressão adicional devido à desvalorização do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent registrou queda acentuada de 17,4% ao longo de maio, cotado a 91,12 dólares, motivado pela expectativa de um acordo diplomático entre Estados Unidos e Irã que poderia reduzir as tensões no Estreito de Ormuz. A normalização dessa rota logística internacional diminuiu o prêmio de risco da commodity, impactando diretamente o desempenho das gigantes do setor na B3.

Além dos fatores econômicos, o mercado monitora de perto o ambiente geopolítico e doméstico, incluindo a recente classificação das facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas pelo governo norte-americano, o que adiciona mais uma camada de preocupação ao cenário de investimentos no país.

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