ANP aprova estudos para exploração de novo bloco no Pré-Sal da Bacia de Santos

Área de Sul de Sapinhoá possui cerca de 460 km² e será avaliada pelo Ministério de Minas e Energia para futuras rodadas de licitação sob regime de partilha.

Fonte: Alana Gandra - repórter da Agência Brasil - 20

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ANP aprova estudos para exploração de novo bloco no Pré-Sal da Bacia de Santos
Tânia Rêgo/Agência Brasil

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A diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou, na última sexta-feira (24), os estudos geoeconômicos referentes ao bloco exploratório Sul de Sapinhoá. Localizada no Polígono do Pré-Sal, na Bacia de Santos, a área é considerada estratégica para a expansão da produção energética nacional. Os documentos seguem agora para o Ministério de Minas e Energia (MME), que decidirá sobre a inclusão do bloco no calendário de licitações para o biênio 2026/2027.

As estimativas preliminares da agência reguladora indicam que a região apresenta condições favoráveis para projetos comercialmente viáveis, tanto do ponto de vista técnico quanto financeiro. Caso o MME dê o aval, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deverá definir os parâmetros econômicos para o leilão. A exploração ocorrerá sob o regime de partilha de produção, modelo em que as empresas vencedoras dividem uma parcela do óleo e gás extraídos com a União.

Sistema de Oferta Permanente e reservas nacionais

A inclusão de Sul de Sapinhoá na Oferta Permanente de Partilha de Produção depende de autorização específica do CNPE. Este sistema permite que empresas petrolíferas manifestem interesse em blocos estratégicos a qualquer momento, sem a necessidade de um calendário fixo de grandes rodadas. A ANP ressalta que a seleção de áreas em bacias de elevado potencial, como a de Santos, é fundamental para recompor as reservas brasileiras e atender à crescente demanda do mercado interno.

A decisão de levar o bloco a leilão faz parte de um planejamento estratégico para manter o Brasil como um dos principais produtores globais de petróleo. Segundo a ANP, a exploração dessas reservas é vital para o desenvolvimento econômico do país, gerando royalties e participações especiais que financiam áreas essenciais. O cronograma definitivo para a oferta do bloco deverá ser divulgado após a análise técnica do ministério e a aprovação final do conselho ministerial, garantindo a continuidade da produção nacional de hidrocarbonetos.

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