Dólar atinge menor valor do ano após Irã anunciar reabertura de Ormuz

Moeda norte-americana encerrou a sexta-feira cotada a R$ 4,98 com alívio em tensões globais; Ibovespa recua pressionado pela queda acentuada nos preços do petróleo.

Fonte: Reuters - 20

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Dólar atinge menor valor do ano após Irã anunciar reabertura de Ormuz
© Reuters/Nguyen Huy Kham/Proibida reprodução

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  • A reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã derrubou o dólar à vista para R$ 4,9836, mínima de fechamento em 2026.
  • A normalização do fluxo de petróleo reduziu o risco global, desvalorizou o dólar em 9,21% no ano e derrubou o preço do barril.
  • O Ibovespa caiu 0,55%, pressionado por Petrobras e petroleiras, acumulando queda semanal de 0,81% com ajuste no setor de energia.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O anúncio da reabertura do Estreito de Ormuz pelo governo do Irã provocou um alívio imediato no mercado de câmbio brasileiro nesta sexta-feira (17). O dólar à vista encerrou o dia com queda de 0,20%, cotado a R$ 4,9836, o que representa a menor cotação de fechamento registrada em 2026. A sinalização de que a principal artéria do petróleo mundial voltará a operar plenamente reduziu a aversão ao risco global, levando a moeda a acumular uma desvalorização de 9,21% desde o início do ano.

A decisão iraniana ocorre após meses de incertezas que mantiveram o estreito praticamente bloqueado desde o início dos conflitos envolvendo os Estados Unidos e Israel no final de fevereiro. A normalização do fluxo de navios, que transportam um quinto da produção global de petróleo e gás natural liquefeito, trouxe otimismo aos investidores quanto ao fim das hostilidades na região. Contudo, esse movimento teve um efeito colateral direto nas commodities, causando um desabamento nos preços internacionais do barril de petróleo.

Enquanto o dólar caiu, a Bolsa de Valores de São Paulo não conseguiu sustentar o otimismo. O Ibovespa fechou em queda de 0,55%, aos 195.733,51 pontos, marcando o terceiro pregão consecutivo em território negativo. O índice foi fortemente pressionado pela desvalorização das ações da Petrobras e de outras petroleiras listadas na B3, que reagiram negativamente à queda nos preços do óleo. Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou um declínio de 0,81%, refletindo o ajuste do setor de energia.

Analistas de mercado destacam que, embora a queda do dólar seja positiva para o controle da inflação no Brasil, a volatilidade das ações ligadas a commodities deve permanecer no radar. A reabertura de Ormuz é vista como um marco diplomático importante, mas o equilíbrio entre o alívio geopolítico e os preços das matérias-primas ainda ditará o ritmo dos negócios nos próximos dias. Até o momento, o cenário de câmbio favorece importadores, enquanto o setor exportador de petróleo aguarda a estabilização das cotações internacionais.

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