A produção nacional de café caminha para um resultado inédito em 2026. Segundo o primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira, o país deve colher 66,2 milhões de sacas, um aumento significativo de 17,1% em relação ao ciclo anterior.
O desempenho recorde é impulsionado pela combinação entre o aumento da área plantada, que agora ocupa 1,9 milhão de hectares, e o salto na produtividade. A estimativa aponta para uma colheita média de 34,2 sacas por hectare, reflexo de condições climáticas positivas e do uso de novas tecnologias no campo.
O café arábica lidera o crescimento, com uma previsão de 44,1 milhões de sacas, o que representa uma alta de 23,3%. Esse avanço é atribuído ao ano de bienalidade positiva, fenômeno que naturalmente amplia a produção dos cafezais após um período de descanso das plantas.
Já a variedade conilon também deve estabelecer uma marca histórica, com 22,1 milhões de sacas produzidas. De acordo com os técnicos da Conab, a estabilidade climática nas principais regiões produtoras, como o Espírito Santo e Rondônia, foi determinante para o otimismo nos números desta temporada.
A consolidação dessas projeções coloca o Brasil em uma posição ainda mais competitiva no mercado internacional. Com a oferta ampliada, a expectativa do setor é de que o país reforce seu papel como maior exportador global de café, aproveitando a valorização do produto nas bolsas internacionais.









































