A Receita Federal negou oficialmente novos boatos sobre uma suposta taxação do Pix, classificando as informações que circulam nas redes sociais como “fake news”. Segundo o órgão, não há qualquer estudo, proposta ou iniciativa em andamento para cobrar impostos sobre transações realizadas via Pix.
Em nota, a Receita reforçou que a Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações financeiras, o que impede a criação de impostos específicos sobre transferências e pagamentos instantâneos. O órgão também negou a existência de monitoramento individual de operações realizadas por pessoas físicas por meio do sistema.
O que realmente muda com as novas regras
O esclarecimento ocorre em meio à divulgação da Instrução Normativa nº 2.278/2025, que tem como objetivo equiparar as obrigações das fintechs às dos bancos tradicionais. Na prática, bancos digitais e aplicativos de pagamento passam a ter deveres semelhantes aos das instituições financeiras convencionais no que diz respeito à prestação de informações agregadas à Receita Federal.
Essas informações não envolvem taxação nem cobrança ao usuário final. O foco é o combate a fraudes, evasão fiscal e lavagem de dinheiro, por meio do compartilhamento de dados globais de movimentação financeira, dentro dos limites legais.
Por que as fintechs entraram no radar
De acordo com a Receita Federal, a rápida expansão das fintechs acabou sendo explorada por organizações criminosas, que passaram a utilizar essas plataformas para lavagem de dinheiro em larga escala.
Um exemplo citado é a Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025, que investigou esquemas ligados ao crime organizado, incluindo o PCC, envolvendo:
- Movimentações financeiras que chegaram a R$ 7 bilhões;
- Uso de fintechs para mascarar recursos ilícitos;
- Atuação em setores como combustíveis e usinas, com estruturas empresariais complexas.
Diante desse cenário, o endurecimento das regras busca sufocar fluxos financeiros ilegais, sem impactar o uso cotidiano do Pix pela população.
Alerta contra golpes
A Receita Federal também destacou que a disseminação de boatos favorece a aplicação de golpes. Em anos anteriores, criminosos utilizaram falsas informações para cobrar supostas “taxas de liberação do Pix” de vítimas.
O órgão reforça que:
- A Receita Federal não envia cobranças por WhatsApp, e-mail ou links de pagamento;
- Qualquer informação oficial deve ser consultada exclusivamente pelos canais institucionais do Gov.br.
Pix continua gratuito
Por fim, o governo reiterou que o Pix segue sendo um sistema de pagamento instantâneo, gratuito para pessoas físicas, sem qualquer alteração em sua natureza. O comunicado também lembrou a nova faixa de isenção do Imposto de Renda, que beneficia quem ganha até R$ 5 mil mensais, além de descontos significativos para rendas de até R$ 7.350,00.
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