O empresariado brasileiro comemorou a aprovação do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, confirmada nesta sexta-feira (9). O tratado, negociado por 25 anos, teve aval do bloco europeu, cumprindo requisitos de chancela de pelo menos 15 dos 27 Estados-membros e representatividade de 65% da população.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera o acordo um passo estratégico para a inserção internacional do Brasil e fortalecimento da indústria nacional. Segundo a entidade, cada R$ 1 bilhão exportado à UE em 2024 gerou 21,8 mil empregos, R$ 441,7 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção.
A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) ressaltou que o acordo amplia o acesso a um dos maiores mercados mundiais, estimulando investimentos, inovação e práticas ESG, enquanto a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) projeta aumento de 25 a 30% nas exportações do setor em médio prazo.
A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) destacou que o acordo cria oportunidades para atrair investimentos europeus no Mercosul, beneficiando Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai e fortalecendo toda a América do Sul.
As federações estaduais, como Fiesp, Firjan e Fiemg, também celebraram o avanço, ressaltando que o acordo deve impulsionar o comércio, o PIB industrial e o aumento de investimentos, embora exijam atenção à implementação e à competitividade de setores mais sensíveis. A Faesp destacou a importância de salvaguardas e proteção à cadeia produtiva nacional, especialmente no setor do leite em pó.
O acordo é considerado um marco institucional que fortalece a diplomacia comercial brasileira, cria um ambiente mais previsível para negócios e amplia a presença do país em cadeias globais de valor agregado.










































