Brasil exporta 15 vezes mais produtos de baixa tecnologia

Estudo da CNI revela abismo tecnológico na balança comercial em 2025 e alerta para déficit recorde na indústria de transformação.

Fonte: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil - 20

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Brasil exporta 15 vezes mais produtos de baixa tecnologia
© Rawpick/Freepick

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  • Exportações brasileiras de alta tecnologia cresceram 7,7% em 2025, chegando a 9,1 bilhões de dólares, apenas 2,7% da pauta.
  • Indústria de transformação teve déficit comercial recorde de 71,3 bilhões de dólares em 2025, com importações de 259,7 bilhões.
  • China aumentou em 19,4% as compras de produtos industriais brasileiros e tornou-se o maior fornecedor industrial ao Brasil, com 70,6 bilhões.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

As exportações brasileiras de produtos de alta tecnologia apresentaram um crescimento de 7,7% em 2025, totalizando 9,1 bilhões de dólares. Apesar do avanço, esses itens representam apenas 2,7% da pauta exportadora nacional, mantendo-se em um patamar 15 vezes inferior ao das vendas de bens de baixa intensidade tecnológica, que somaram 130,7 bilhões de dólares ou 37,5% do total vendido ao exterior. O levantamento, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com base em dados da Funcex, evidencia o desafio estrutural para a competitividade da indústria brasileira.

Para Constanza Negri, gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, o crescimento econômico sustentável depende da transição para segmentos de média-alta e alta intensidade tecnológica. A diversificação da pauta, segundo a entidade, é fundamental para fortalecer a inserção do Brasil nas cadeias globais de valor. O cenário atual mostra que o consumo interno crescente tem sido suprido majoritariamente por importados, agravando o desequilíbrio na balança comercial do setor industrial.

Déficit recorde na indústria de transformação

O Brasil encerrou 2025 com um déficit comercial recorde na indústria de transformação, atingindo 71,3 bilhões de dólares, o maior patamar desde o início da série histórica em 1997. As importações do setor subiram 8,6%, totalizando 259,7 bilhões de dólares, impulsionadas principalmente pela compra de químicos, equipamentos eletrônicos e veículos. Mesmo diante desse cenário, as exportações industriais registraram alta de 3,7%, somando 188,4 bilhões de dólares, com destaque para a participação recorde de alimentos e bebidas industrializados.

As trocas comerciais revelaram comportamentos distintos por parceiros: enquanto as vendas para os Estados Unidos sofreram retração de 4,2%, a China ampliou as compras de produtos industriais brasileiros em 19,4%, impulsionada pela demanda por alimentos. No âmbito das importações, o país asiático consolidou-se como o maior fornecedor industrial ao Brasil, com vendas de 70,6 bilhões de dólares. A Argentina também se destacou positivamente, registrando um salto de 31,4% nas compras brasileiras, com forte desempenho do setor automotivo.

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