Reino Unido investiga Telegram por suspeita de conteúdo de abuso infantil

Autoridade reguladora apura possível falha da plataforma em conter material ilegal e proteger crianças

Fonte: Reuters - 50

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Reino Unido investiga Telegram por suspeita de conteúdo de abuso infantil
foto - Valter Campanato/Agência Brasil

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  • A Ofcom abriu investigação contra o Telegram por suspeita de compartilhamento de material de abuso sexual infantil na plataforma.
  • A apuração verifica possível descumprimento da Lei de Segurança Online de 2023 e das obrigações de proteção de usuários, especialmente crianças.
  • O Telegram nega as acusações, diz combater o conteúdo desde 2018 e vê a investigação como possível pressão contra plataformas pró-privacidade.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O Reino Unido abriu uma investigação contra o Telegram por suspeita de compartilhamento de material de abuso sexual infantil na plataforma.

A apuração é conduzida pela Ofcom, que informou ter recebido evidências do Centro Canadense de Proteção à Criança sobre a presença desse tipo de conteúdo no aplicativo. A própria agência também realizou uma avaliação independente antes de decidir pela abertura do processo.

Segundo a Ofcom, o objetivo é verificar se o Telegram falhou — ou ainda falha — em cumprir suas obrigações legais de combater conteúdos ilegais e proteger usuários, especialmente crianças.

A investigação ocorre no contexto da aplicação da Lei de Segurança Online de 2023, que estabeleceu regras mais rígidas para plataformas digitais. O governo britânico, liderado pelo primeiro-ministro Keir Starmer, tem pressionado empresas de tecnologia a adotarem medidas mais eficazes de proteção.

Entre as propostas em debate está até a possibilidade de restringir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. Recentemente, Starmer se reuniu com executivos do setor para cobrar maior responsabilidade das plataformas.

Em resposta, o Telegram negou as acusações e afirmou que combate esse tipo de conteúdo desde 2018 com o uso de algoritmos de detecção, alegando ter reduzido significativamente a circulação pública desse material.

A empresa também demonstrou preocupação com a investigação, sugerindo que a medida pode fazer parte de uma pressão mais ampla contra plataformas que defendem privacidade e liberdade de expressão.

Além do Telegram, a Ofcom informou que abriu investigações sobre outras plataformas, como Teen Chat e Chat Avenue, para avaliar se estão cumprindo as normas de proteção infantil.

A agência britânica reforçou que empresas que não adotarem medidas adequadas poderão enfrentar sanções severas previstas na legislação.

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