Cemetron tem ensaio clínico publicado na renomada revista científica JAMA

A pesquisa integrou diversas especialidades médicas e multiprofissionais, como Medicina Intensiva, Infectologia, Fisioterapia, Enfermagem, Fonoaudiologia, Psicologia e Nutrição.

Fonte: Lara Lívia|Secom - 010

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Cemetron tem ensaio clínico publicado na renomada revista científica JAMA
Foto: Pablo Belo e Daiane Mendonça

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  • Estudo Tele-Rehab MV Trial, conduzido pelo Cemetron e Cepem, foi publicado no Journal of the American Medical Association em 10/06/2026.
  • A intervenção de telessaúde em UTIs de 20 hospitais públicos reduziu em mais de seis dias o uso de respiradores e a mortalidade de 78,3% para 71,8% em 90 dias.
  • O programa acompanhou virtualmente pacientes com insuficiência respiratória aguda após a alta, ampliando em média cinco dias de vida fora do hospital e mostrando viabilidade para o SUS.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), em parceria com o Centro de Pesquisa em Medicina Tropical de Rondônia (Cepem), alcançou um marco histórico para a ciência rondoniense. Um ensaio clínico sobre tele-reabilitação em pacientes críticos, desenvolvido na instituição, foi publicado no conceituado Journal of the American Medical Association (JAMA).

A publicação internacional ocorreu no dia 10 de junho de 2026. O estudo científico avaliou os efeitos de uma intervenção de reabilitação baseada em telessaúde na qualidade de vida de pacientes adultos, 90 dias após a alta hospitalar.

Com o estudo, os pacientes podem receber alta hospitalar antes do dia previsto

O projeto, intitulado Tele-Rehab MV Trial, foi conduzido em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de 20 hospitais públicos do Brasil. A pesquisa integrou diversas especialidades médicas e multiprofissionais, como Medicina Intensiva, Infectologia, Fisioterapia, Enfermagem, Fonoaudiologia, Psicologia e Nutrição.

O público-alvo do estudo consistiu em indivíduos com insuficiência respiratória hipoxêmica aguda sob ventilação mecânica invasiva. O diferencial da pesquisa foi o monitoramento completo da jornada do paciente, incluindo consultas virtuais nos dois primeiros meses após a saída do hospital.

De acordo com a médica Larissa Macedo, coordenadora da UTI do Cemetron, o programa de telessaúde reduziu em mais de seis dias o tempo de uso dos respiradores. “Isso significa liberar leitos de UTI mais rápido, diminuir filas de espera e cortar custos”, explicou a coordenadora.

A intervenção também demonstrou uma queda significativa na taxa de mortalidade dos pacientes internados, que recuou de 78,3% para 71,8% no período de 90 dias. Os dados da pesquisa apontam que os pacientes ganharam, em média, cinco dias a mais de vida fora do ambiente hospitalar.

O secretário de Estado da Saúde de Rondônia, Edilton Oliveira, destacou a viabilidade do modelo testado para o SUS. O gestor ressaltou que a telessaúde se provou uma solução eficiente para enfrentar desigualdades no acesso à saúde, funcionando mesmo com restrições orçamentárias.

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