O Brasil confirmou 88 casos do vírus Mpox desde o início de 2026, conforme dados atualizados pelo Ministério da Saúde. A maioria das notificações ocorre no estado de São Paulo, que contabiliza 62 casos. Outros registros foram identificados no Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Paraná (1) e no Distrito Federal (1). Até o momento, predominam quadros de leve a moderado e não foram registradas mortes no país este ano.
A doença é causada pelo vírus Monkeypox e transmitida pelo contato próximo com lesões na pele, fluidos corporais ou gotículas respiratórias de pessoas infectadas. O sintoma mais característico é a erupção cutânea, que pode se manifestar no rosto, mãos, pés e regiões genitais, durando de duas a quatro semanas. Outros sinais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e gânglios inchados.
Prevenção e diagnóstico
O período de incubação do vírus varia geralmente de 3 a 16 dias, podendo se estender até 21 dias. Ao notar sintomas, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para realização de exame laboratorial, que é a única forma de confirmar a doença. O Ministério da Saúde recomenda o isolamento imediato de pacientes suspeitos ou confirmados para evitar a propagação do vírus.
Para prevenir o contágio, é essencial evitar o contato direto com pessoas infectadas e não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas e talheres. A higiene frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel é fundamental, especialmente após o contato com superfícies que possam estar contaminadas. Caso o contato com um doente seja necessário, devem ser utilizados equipamentos de proteção como luvas, máscaras e óculos.
Tratamento e riscos de complicações
Não existe um medicamento aprovado especificamente para a Mpox; por isso, o tratamento foca no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações. Embora a maioria dos pacientes se recupere em poucas semanas, o vírus pode causar quadros graves em recém-nascidos, crianças e pessoas imunodeprimidas. Complicações severas podem incluir infecções bacterianas de pele, pneumonia, encefalite e problemas oculares.
Isolamento: Obrigatório para casos suspeitos e confirmados até o fim do período de transmissão.
Higiene: Lavar roupas e objetos contaminados com água morna e detergente.
Contágio: Ocorre também por meio de contato boca com boca ou sexo oral, vaginal e anal.
Histórico: Em 2025, o Brasil registrou 1.079 casos e dois óbitos pela doença.
Em São Paulo, a capital concentra o maior volume de registros estaduais, com 31 casos confirmados. Apesar da situação controlada, as autoridades de saúde mantêm o monitoramento constante, visto que a taxa de mortalidade do vírus pode variar entre 0,1% e 10% dependendo do acesso a cuidados médicos e das condições de saúde prévias do paciente.








































