Celebrado em 20 de fevereiro, o Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo chama a atenção para os riscos do consumo de substâncias lícitas e ilícitas, além da necessidade de prevenção, tratamento e acolhimento às pessoas em situação de dependência.
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 10% da população brasileira sofre com dependência alcoólica. Desse total, aproximadamente 70% são homens e 30% mulheres. O consumo excessivo de álcool está associado a 10,5% das mortes relacionadas à substância no país. Dados do anuário “Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2025”, do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), indicam que o alcoolismo provoca 21 mortes por dia no Brasil, além de internações frequentes.
Objetivos da data
A mobilização nacional tem como foco:
- Conscientização sobre os impactos físicos e mentais do uso de drogas;
- Prevenção, especialmente entre jovens e adolescentes;
- Reconhecimento da dependência química como doença crônica e questão de saúde pública;
- Fortalecimento das redes de apoio familiar e social.
Alcoólicos Anônimos e a recuperação
Entre as iniciativas de apoio está o Alcoólicos Anônimos (AA), fundado em 1935 nos Estados Unidos por Bill W. e Dr. Bob S.. Atualmente presente em mais de 180 países, o grupo oferece reuniões gratuitas e confidenciais baseadas nos 12 Passos, promovendo recuperação “um dia de cada vez”.
Em Rondônia, o AA mantém grupos presenciais e on-line, reforçando o anonimato e a empatia como pilares do processo de recuperação. Também há suporte para familiares por meio do Al-Anon, voltado a parentes e amigos de pessoas com dependência alcoólica.
Existe ex-alcoólatra?
De acordo com a visão do AA e da Organização Mundial da Saúde, o alcoolismo é uma doença crônica. A recuperação é possível, mas exige abstinência contínua e acompanhamento, já que a condição pode acompanhar o indivíduo ao longo da vida.
A data reforça que buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas de coragem. Informação, acolhimento e políticas públicas eficazes são fundamentais para enfrentar o problema e reduzir seus impactos na sociedade.





































