A frequência de mulheres que realizaram o exame de mamografia no Brasil atingiu a marca de 91,9% na faixa etária de 50 a 69 anos. Os dados, divulgados pelo sistema Vigitel do Ministério da Saúde, mostram um salto significativo em comparação aos 82,8% registrados em 2007.
O levantamento indica que o maior crescimento ocorreu entre mulheres de 60 a 69 anos e naquelas com menor nível de instrução escolar. O avanço é visto como um reflexo das políticas de expansão do acesso ao diagnóstico pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas últimas décadas.
Nesta quinta-feira, Dia da Mamografia, o governo reforça a nova diretriz que ampliou o exame para mulheres a partir dos 40 anos, mesmo sem sintomas. A faixa etária para o rastreamento preventivo ativo também foi estendida, passando a englobar pacientes de até 74 anos de idade.
Apesar dos números positivos, o câncer de mama continua sendo a neoplasia que mais causa óbitos entre o público feminino no país. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que cerca de 78 mil novos casos da doença surjam anualmente no Brasil entre 2026 e 2028.
Especialistas alertam que, além do exame, o estilo de vida saudável e o cumprimento da lei que garante o início do tratamento em até 60 dias são fundamentais. Quando detectado em fases iniciais, as chances de cura da doença podem chegar a 95%.







































