Com a chegada do inverno amazônico, período em que há aumento da circulação de escorpiões, aranhas e serpentes, o governo de Rondônia intensificou, neste início de 2026, as ações de prevenção, vigilância e orientação à população para reduzir acidentes com animais peçonhentos no estado.
As ações são coordenadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), por meio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa/RO), e integram vigilância epidemiológica, assistência em saúde e educação preventiva, com foco na proteção da vida e na resposta rápida aos casos registrados.
Medidas simples que fazem a diferença
Entre as principais orientações repassadas à população estão cuidados simples e eficazes, como manter a limpeza de casas e quintais, evitar o acúmulo de entulhos em terrenos baldios, vedar frestas em portas e paredes, além de inspecionar roupas e calçados antes do uso. Em atividades ao ar livre, a recomendação é utilizar botas e luvas, reduzindo o risco de contato com animais peçonhentos.

Essas ações fazem parte de campanhas educativas desenvolvidas em áreas urbanas e rurais, com apoio de agentes comunitários de saúde e de endemias.
Fortalecimento da vigilância e da rede de atendimento
O governador Marcos Rocha destacou que o estado tem ampliado os investimentos em saúde para fortalecer a vigilância e o atendimento. “Temos ampliado os investimentos em saúde, com aquisição e distribuição adequadas de soros antivenenos, capacitação das equipes e ações educativas, para garantir que a população esteja informada e que o atendimento seja rápido e eficaz”, enfatizou.
Além da prevenção, o governo atua no monitoramento epidemiológico e na organização da rede de atendimento, garantindo que os soros antivenenos estejam disponíveis conforme a demanda de cada região.
Dados orientam estratégias
De acordo com o diretor-geral da Agevisa/RO, Gilvander Gregório de Lima, entre 2021 e 2025, Rondônia registrou 7.401 acidentes envolvendo animais peçonhentos, com maior incidência em áreas rurais e predominância de casos no sexo masculino.
“Os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) orientam nossas decisões, desde a distribuição de soros até a definição de estratégias regionais de vigilância”, explicou o diretor.
Importância da identificação e notificação
A técnica de Vigilância Ambiental da Agevisa/RO, Francimar de Oliveira Moisés, ressaltou que a identificação correta do animal agressor contribui diretamente para o sucesso do atendimento. “Quando a equipe reconhece o animal envolvido, o manejo clínico é mais preciso e o prognóstico do paciente melhora”, afirmou.
Ela também reforçou a importância da notificação correta dos casos ao Ministério da Saúde, destacando que a distribuição dos soros ocorre de acordo com os registros no sistema. Sempre que possível, recomenda-se o registro fotográfico do animal ou o encaminhamento do mesmo à unidade hospitalar.
Atuação integrada em todo o estado
As ações contam com o apoio do Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), hospital de referência estadual, além de unidades de saúde municipais, regionais de saúde e equipes multiprofissionais. A atuação integrada garante investigação adequada dos casos, uso criterioso do soro antiveneno e redução dos riscos à população.









































