Governo federal monta sala de situação contra El Niño

Estrutura interministerial coordena ações de prevenção e resposta a desastres climáticos esperados para o segundo semestre deste ano.

Fonte: Daniella Almeida - repórter da Agência Brasil - 20

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Governo federal monta sala de situação contra El Niño
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

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  • Governo federal criou Sala de Situação Interministerial, coordenada pela Casa Civil, para gerir impactos do El Niño a partir de julho.
  • Fenômeno pode provocar secas na Amazônia e Nordeste, chuvas intensas no Sul e Sudeste, calor extremo no Centro-Oeste e mais queimadas no Pantanal.
  • Estratégia inclui uso do sistema Defesa Civil Alerta e incentivo à “cultura do risco” com simulados e organização local em áreas vulneráveis.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O governo federal instalou uma Sala de Situação Interministerial com o objetivo de gerenciar os possíveis impactos do fenômeno El Niño no Brasil. A estrutura, coordenada pela Casa Civil e com participação ativa do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), unifica esforços de 20 ministérios para antecipar respostas a eventos climáticos extremos previstos para começar em julho.

Impactos e monitoramento

O El Niño ocorre quando as temperaturas da superfície do Oceano Pacífico superam a média em mais de 2 graus Celsius. Para este ano, meteorologistas projetam uma intensidade elevada do aquecimento, o que pode causar secas severas na Amazônia e no Nordeste, chuvas intensas nas regiões Sul e Sudeste, temperaturas extremas no Centro-Oeste e aumento de queimadas no Pantanal.

Para enfrentar o cenário, o MIDR integra dados técnicos fornecidos pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). “O Brasil está preparado permanentemente, está em vigilância e mobilizado para dar respostas à sociedade”, afirmou o ministro Waldez Góes em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, nesta quinta-feira (18).

Ferramentas de alerta e cultura do risco

Um dos pontos centrais da estratégia é a ferramenta Defesa Civil Alerta, que envia avisos de emergência diretamente para as telas dos celulares. O sistema, que funciona independentemente de cadastro ou conta telefônica paga, é classificado em dois níveis: alerta severo, para avisos preventivos, e alerta extremo, que indica comando de evacuação imediata. O governo ressalta que o uso da ferramenta segue critérios rigorosos para evitar a banalização.

O ministro reforçou a necessidade de consolidar uma “cultura do risco” no país, incentivando municípios em áreas vulneráveis a realizarem simulados de evacuação. Segundo o governo, a tecnologia é complementar a outros avisos, como SMS e notificações na TV, mas a eficácia depende da organização local, incluindo sinalização de rotas de fuga e abrigos estruturados. “Se uma autoridade emite um alerta, tem que respeitar. Para isso, o cidadão tem que conhecer, conviver e aprender a lidar com aquilo”, concluiu Góes.

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