PGR rejeita pedido para anular condenação de Bolsonaro

Parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, aponta que não há fatos novos que justifiquem a revisão da pena de 27 anos e três meses.

Fonte: Andre Richter - Repórter da Agência Brasil - 20

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PGR rejeita pedido para anular condenação de Bolsonaro
© Rosinei Coutinho/STF

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  • A PGR manifestou-se contra o pedido de revisão criminal da condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão.
  • A defesa alega erro judiciário, questiona a competência da Primeira Turma do STF, a delação de Mauro Cid e aponta cerceamento de defesa.
  • O caso será julgado pela Segunda Turma do STF, sem prazo definido, enquanto Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária por questões de saúde.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se nesta terça-feira (16), contra o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. O recurso visava anular a condenação a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista. No parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o processo é hígido e fundamentado em um robusto conjunto probatório, não havendo elementos novos que legitimem a desconstrução da decisão definitiva.

Argumentos da defesa

A defesa de Jair Bolsonaro protocolou a revisão criminal em 8 de maio, sustentando a existência de “erro judiciário”. Os advogados contestaram a competência da Primeira Turma para o julgamento, argumentando que, na condição de ex-presidente, o réu deveria ter sido julgado pelo plenário da Corte. Além disso, questionaram a validade da delação premiada de Mauro Cid, alegando falta de voluntariedade, e apontaram suposto cerceamento de defesa por falta de acesso integral aos autos da investigação. No mérito, alegaram ausência de provas sobre a participação do ex-presidente nos atos de 8 de janeiro e na liderança de um plano para um golpe de Estado.

Posicionamento da PGR

Paulo Gonet rebateu os pontos levantados pelos advogados, destacando que a execução da pena foi mantida pela Suprema Corte após análise detalhada das teses defensivas. Para o procurador-geral, o recurso não apresenta ineditismo capaz de alterar a sentença, seja por contrariedade à lei, ou por surgimento de novas provas, depoimentos ou documentos que comprovem falsidade nos elementos que basearam a condenação original.

Próximos passos

O caso será julgado pela Segunda Turma do STF, composta pelos ministros Nunes Marques, André Mendonça, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux. O ministro Nunes Marques atua como relator do processo. Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre a pena em regime de prisão domiciliar temporária, devido a questões de saúde. Não há prazo definido para que a Segunda Turma delibere sobre o pedido de revisão criminal.

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