Ministro da Fazenda defende justiça tributária em embate na Câmara

Dario Durigan rebate críticas sobre carga tributária e destaca avanços econômicos, como o crescimento do PIB e a manutenção da inflação em níveis mínimos.

Fonte: Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil - 20

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Ministro da Fazenda defende justiça tributária em embate na Câmara
© Lula Marques/Agência Brasil.

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  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu na Câmara a política de justiça tributária e rebateu críticas sobre aumento de impostos.
  • Ele destacou a isenção de IR até 5 mil reais e redução de alíquotas até 7,3 mil, além da tributação de fundos exclusivos, apostas on-line e ajustes em subsídios.
  • Durigan apresentou alta de 1,1% do PIB no primeiro trimestre e defendeu um Refis do Agro focalizado, alegando que 95% do setor está financeiramente estável.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta quarta-feira (17), em audiência na Câmara dos Deputados, a política de justiça tributária adotada pelo governo federal. Em resposta a críticas da oposição, que acusa a gestão de elevar a carga tributária por meio de novos impostos, o ministro afirmou que a atual estratégia foca na desoneração dos trabalhadores de baixa renda e na correção de distorções históricas entre os grandes contribuintes.

Foco no trabalhador e isenção

Durigan destacou que a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até 5 mil reais, somada à redução da alíquota para faixas de até 7,3 mil reais, beneficia mais de 90% da população brasileira. Segundo o ministro, a lógica da equipe econômica é clara: reduzir o peso sobre o consumo e os mais pobres, enquanto busca uma contribuição mais justa de setores que, anteriormente, possuíam isenções ou mecanismos que limitavam sua participação na arrecadação federal.

Correção de distorções

O chefe da equipe econômica citou exemplos de medidas que visam a isonomia, como a tributação de fundos exclusivos de grandes investidores, a taxação de empresas de apostas on-line e o ajuste na subvenção de custeio para empresas. “É legítimo que quem tenha investimento em paraíso fiscal ou em fundo fechado pague tributo como o trabalhador paga”, afirmou Durigan, refutando a tese de “sanha arrecadatória” e sustentando que o governo busca apenas equilibrar a balança fiscal.

Cenário econômico e desafios

Durante o debate, o ministro apresentou indicadores positivos sobre a economia brasileira. O Produto Interno Bruto (PIB) registrou alta de 1,1% no primeiro trimestre, impulsionado por um crescimento de 3,5% na formação de capital fixo — o maior patamar dos últimos anos em investimentos em máquinas e equipamentos. Além disso, Durigan pontuou que a inflação permanece na “mínima histórica” do mandato presidencial, ressaltando o esforço de controle orçamentário e a gestão de subsídios aos combustíveis para mitigar os efeitos das instabilidades globais.

Negociações com o agronegócio

Sobre o projeto de refinanciamento de dívidas do agronegócio (Refis do Agro), que gera impacto orçamentário estimado em 140 bilhões de reais em 13 anos, Durigan buscou o diálogo. O ministro sinalizou que o governo deseja auxiliar os produtores rurais, mas alertou para o risco de “errar na dose” da ajuda. Dados da Fazenda indicam que 95% do agronegócio brasileiro está em situação financeira estável, sugerindo que o benefício deve ser direcionado especificamente aos produtores que realmente enfrentam dificuldades de inadimplência, evitando privilégios indiscriminados.

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