TSE cria comissão para fiscalizar inteligência artificial nas eleições

Nova gestão do tribunal prioriza combate ao uso indevido de tecnologias nas eleições e estabelece novas diretrizes de segurança digital para os TREs.

Fonte: André Richter - Repórter da Agência Brasil - 20

Publicado em

TSE cria comissão para fiscalizar inteligência artificial nas eleições
© Rovena Rosa/Agência Brasil

Compartilhe esta notícia:

Nos siga no Google News
  • O presidente do TSE, Nunes Marques, reuniu-se com presidentes dos TREs e definiu como prioridade combater uso inadequado de IA nas eleições.
  • Será criada comissão permanente, com 90 dias para propor soluções técnicas e parcerias acadêmicas, além de diálogo direto com partidos.
  • Todos os TREs deverão criar unidades de segurança da informação em 30 dias, reforçando normas que impedem IA de sugerir candidatos ou influenciar eleitores.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, promoveu nesta segunda-feira (25) sua primeira reunião com os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) após assumir o cargo. O encontro definiu como prioridade absoluta da gestão o combate ao uso inadequado da inteligência artificial nas próximas eleições. Para isso, será instituída uma comissão permanente voltada à regulação e monitoramento das novas ferramentas digitais durante as campanhas eleitorais.

O grupo de trabalho terá o prazo de 90 dias para elaborar um catálogo nacional de soluções técnicas, visando enfrentar os desafios impostos por ilícitos digitais. A comissão buscará parcerias acadêmicas com universidades especializadas em perícia tecnológica para garantir maior rigor na fiscalização. Além disso, o ministro Nunes Marques anunciou a realização de encontros diretos com legendas partidárias para reforçar a obrigatoriedade do cumprimento das normas eleitorais vigentes.

Estruturação e segurança

Reforçando a estratégia de proteção ao pleito, o TSE determinou que todos os TREs estabeleçam, no prazo de 30 dias, unidades próprias de segurança da informação. A medida visa descentralizar a proteção de dados e aumentar a capacidade de resposta regional contra possíveis ataques ou manipulações algorítmicas que possam interferir na lisura do processo eleitoral.

Desde a aprovação de novas limitações em março, a Justiça Eleitoral proibiu que provedores de inteligência artificial sugiram candidatos ou influenciem a preferência do eleitorado, independentemente de solicitação do usuário. A gestão de Nunes Marques busca, assim, blindar o sistema eleitoral e assegurar que o algoritmo não atue como agente de desequilíbrio na disputa. A expectativa é que o trabalho integrado entre TSE, TREs e instituições de pesquisa minimize os riscos de desinformação e garanta a autonomia do voto no pleito de outubro.

NEWS QUE VOCÊ VAI QUERER LER

DESTAQUE NEWS

EMPREGOS E CONCURSOS

POLÍTICA

POLÍCIA

ÚLTIMAS NOTÍCIAS