Flávio Dino proíbe novos penduricalhos no STF

Decisão do STF, assinada por Flávio Dino e outros ministros, proíbe novos penduricalhos no STF e amplia controle sobre benefícios extras no país hoje.

Fonte: André Richter - Repórter da Agência Brasil - 50

Publicado em

Flávio Dino proíbe novos penduricalhos no STF
foto - Marcelo Camargo/Agência Brasil

Compartilhe esta notícia:

Nos siga no Google News

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a proibição de novos penduricalhos no STF, reforçando a decisão recente da Corte que limita a criação de benefícios adicionais a magistrados e membros do Ministério Público.

A medida ocorre após o STF, por unanimidade, ter estabelecido no dia 25 de março um teto para indenizações, gratificações e auxílios, fixando o limite em 35% do valor do salário dos ministros, referência ao teto constitucional do funcionalismo público.

Decisão e reforço do controle institucional

Apesar da definição, relatos apontaram que tribunais de diferentes regiões passaram a criar novas formas de pagamentos adicionais. Diante disso, Flávio Dino afirmou que qualquer tentativa de contornar a decisão configura irregularidade grave.

Segundo o despacho, ficam proibidas a criação, implantação ou pagamento de qualquer parcela remuneratória ou indenizatória que se enquadre como novos penduricalhos no STF, sob qualquer nomenclatura, inclusive posteriores ao julgamento.

O documento também foi assinado pelos ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes, que atuam em ações relacionadas ao tema dentro da Corte.

Dino alertou ainda que a liberação indevida desses valores pode gerar responsabilização civil, administrativa e até penal dos gestores envolvidos.

Além disso, a decisão determina que órgãos como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), tribunais superiores, a Procuradoria-Geral da República e demais instituições sejam formalmente notificados.

O caso ganha ainda mais relevância porque, após a decisão do STF, o CNJ e o CNMP chegaram a aprovar normas que permitiriam pagamentos de benefícios agora considerados irregulares pela Corte, o que ampliou o debate institucional sobre os limites dessas despesas.

NEWS QUE VOCÊ VAI QUERER LER

DESTAQUE NEWS

EMPREGOS E CONCURSOS

POLÍTICA

POLÍCIA

ÚLTIMAS NOTÍCIAS