O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou neste sábado (27) a prisão domiciliar de dez condenados ligados à trama golpista durante o governo de Jair Bolsonaro. Os réus, pertencentes aos núcleos 2, 3 e 4 da acusação, foram condenados, mas aguardavam recurso em liberdade.
Entre os presos estão sete militares do Exército, uma delegada da Polícia Federal, o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, e Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro. Todos deverão usar tornozeleira eletrônica, entregar seus passaportes, não poderão usar redes sociais nem manter contato com outros réus. O porte de armas também foi suspenso.
A decisão ocorre após o caso do ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques, detido no Paraguai ao tentar viajar com passaporte falso rumo a El Salvador. Para Moraes, há uma estratégia de fuga organizada, citando episódios semelhantes, como a saída do país do ex-deputado Alexandre Ramagem.
Segundo Moraes, o comportamento demonstra uma possível tentativa coordenada de escapar do país, justificando a adoção de medidas restritivas para evitar novas fugas.
Condenados e penas aplicadas
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Filipe Martins: 21 anos
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Marília de Alencar (delegada da PF): 8 anos e 6 meses
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Ailton G. M. Barros (major da reserva): 13 anos
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Giancarlo G. Rodrigues (subtenente): 14 anos
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Bernardo R. Correa Netto (coronel): 17 anos
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Ângelo M. Denicoli (major da reserva): 17 anos
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Sérgio R. C. de Medeiros (tenente-coronel): 17 anos
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Guilherme M. de Almeida (tenente-coronel): 13 anos e 6 meses
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Fabrício M. de Bastos (coronel): 16 anos
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Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (Instituto Voto Legal): 7 anos e 6 meses
A medida reforça o entendimento da Corte de que o caso envolve uma organização criminosa com risco concreto de descumprimento das decisões judiciais.










































