PF descarta indícios de planos de ataque a embaixadas em Brasília

Andrei Rodrigues afirmou que buscas realizadas após suspeitas de ameaças à Embaixada dos Estados Unidos não identificaram elementos concretos de risco; investigações continuam sob sigilo.

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PF descarta indícios de planos de ataque a embaixadas em Brasília
© Luis Dantas/Divulgação

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O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou neste domingo (4) que não foram identificados indícios concretos de planos de ataque contra embaixadas localizadas em Brasília. A declaração foi feita durante entrevista coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICC), no dia do primeiro turno das Eleições 2026.

Segundo Rodrigues, a corporação investigou supostas ameaças à Embaixada dos Estados Unidos no Brasil após receber informações da própria representação diplomática. Na sexta-feira (2), agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e no entorno do Distrito Federal.

De acordo com o diretor-geral, as diligências realizadas até aquele momento não apontaram a existência de um plano concreto contra instalações diplomáticas. A investigação, no entanto, permanecia em andamento.

PF investigou suspeitas de ameaças à embaixada dos EUA

Ao comentar o caso, Andrei Rodrigues afirmou que a Polícia Federal adotou medidas para verificar a veracidade das informações recebidas.

“Os elementos colhidos neste momento não apontam nenhuma ação concreta. Ou seja, não havia nenhum plano, não havia nada que a gente tivesse, de imediato, identificado”, declarou.

O diretor-geral também ressaltou que as medidas judiciais foram cumpridas no âmbito de uma investigação sigilosa. Segundo ele, até o momento da entrevista, não haviam sido encontrados elementos que indicassem risco efetivo à embaixada norte-americana ou a outras representações diplomáticas no país.

Em nota divulgada na sexta-feira, a PF informou que a operação tinha caráter preventivo e que a análise dos equipamentos de comunicação e das mídias apreendidas poderia orientar novas diligências. A corporação também declarou que não havia identificado, naquele momento, elementos que confirmassem os riscos inicialmente apontados.

Embaixadas dos EUA e da Austrália suspenderam serviços

Na sexta-feira (2), as embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália no Brasil anunciaram a suspensão dos serviços consulares presenciais, alegando preocupações com a segurança.

As representações não detalharam publicamente as possíveis ameaças. Em comunicado, o governo australiano mencionou o risco de terrorismo às vésperas do primeiro turno das eleições brasileiras.

Os dois países integram a parceria de inteligência conhecida como Five Eyes, que também reúne Canadá, Reino Unido e Nova Zelândia. A cooperação envolve o compartilhamento de informações em áreas relacionadas à inteligência e à segurança.

Apesar dos alertas divulgados pelas representações diplomáticas, Rodrigues afirmou que as diligências da Polícia Federal não haviam confirmado elementos concretos que apontassem para uma ameaça efetiva. A investigação segue sob sigilo, e eventuais novas medidas dependerão da análise do material recolhido.

PF divulga balanço parcial das ocorrências eleitorais

Durante a mesma entrevista, também foram apresentados dados sobre a atuação da Polícia Federal no primeiro turno das Eleições 2026.

Até as 12h30 deste domingo (4), a corporação havia instaurado seis inquéritos policiais e lavrado 18 termos circunstanciados de ocorrência para apurar possíveis crimes eleitorais. No mesmo período, 59 pessoas foram conduzidas para procedimentos policiais.

O balanço apontou ainda a apreensão de R$ 789.828,50 em bens e valores, dos quais R$ 383.627,50 correspondiam a dinheiro em espécie. Segundo a PF, os números eram preliminares e ainda passariam por validação.

As ocorrências foram registradas em 18 unidades da Federação, incluindo Rondônia e o Distrito Federal. Entre os principais fatos apurados estavam suspeitas de propaganda eleitoral irregular e corrupção eleitoral, especialmente compra de votos.

Os dados completos foram divulgados pela Polícia Federal em seu balanço parcial das Eleições 2026.

A corporação mantém atuação nacional para prevenir e investigar crimes eleitorais, em articulação com a Justiça Eleitoral e outras forças de segurança. As investigações sobre as supostas ameaças às embaixadas seguem em andamento, sem confirmação pública de um plano concreto de ataque até o momento da declaração.

 

Com informações de Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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