MPF investiga falhas em transferências escolares após morte

Ministério Público Federal busca criar regras nacionais de monitoramento para evitar evasão escolar e proteger estudantes de maus-tratos.

Fonte: Francisco Rodrigo

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MPF investiga falhas em transferências escolares após morte

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  • O Ministério Público Federal (MPF) abriu investigação para apurar falhas no sistema de transferência escolar entre estados brasileiros, motivada pelo caso da adolescente Marta Isabelle.
  • A apuração foca na ausência de comunicação entre sistemas estaduais de ensino, já que não há mecanismo nacional que confirme a efetivação de matrículas em transferências interestaduais, o que dificulta identificar evasão escolar e situações de risco.
  • O MPF enviou ofícios à Secretaria de Educação Básica do MEC e ao CNE, que têm 15 dias úteis para responder, e poderá recomendar diretrizes obrigatórias de comunicação entre estados se for confirmada a falta de regulamentação.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O Ministério Público Federal (MPF) iniciou uma investigação para apurar falhas no sistema de transferência escolar entre estados brasileiros. A medida visa cobrar a implementação de normas nacionais que permitam o acompanhamento efetivo de crianças e adolescentes durante processos de mudança de matrícula. A decisão foi impulsionada pelo trágico caso de Marta Isabelle, adolescente encontrada morta em Porto Velho com sinais de tortura e maus-tratos.

Marta Isabelle estava fora da escola há quase três anos. Registros da Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (Seduc) indicam que a estudante deixou a rede estadual após um pedido de transferência para a Paraíba. Contudo, familiares apontam que a jovem nunca se mudou. O pai da vítima, Callebe J., confessou que mantinha a filha amarrada com fios elétricos durante as noites.

A investigação do MPF foca na ausência de comunicação entre os sistemas estaduais de ensino. Atualmente, quando um aluno solicita transferência interestadual, não existe um mecanismo nacional que confirme se a matrícula foi efetivada no estado de destino. Para os procuradores, a existência dessa rede de comunicação permitiria identificar a evasão escolar imediatamente, possibilitando a busca ativa e o acionamento de órgãos de proteção em casos de risco, como o de Marta.

O MPF enviou ofícios à Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC) e ao Conselho Nacional de Educação (CNE) solicitando esclarecimentos sobre os protocolos atuais de transferência. Os órgãos possuem um prazo de 15 dias úteis para responder. Caso a falta de regulamentação seja confirmada, o MPF poderá recomendar que MEC e CNE estabeleçam diretrizes obrigatórias para a comunicação entre estados, fortalecendo a segurança de menores em todo o território nacional.

 

Com informações de g1

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