Operação mira esquema que movimentou R$ 100 milhões de facções criminosas

Operação Hawala cumpre mandados no Rio, São Paulo, Minas Gerais e Paraná para desarticular esquema de lavagem de dinheiro atribuído ao TCP, CV e PCC.

Fonte: Francisco Rodrigo

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Operação mira esquema que movimentou R$ 100 milhões de facções criminosas
© Fernando Frazão/Agência Brasil

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagraram, nesta quinta-feira (15), a Operação Hawala para combater um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 100 milhões provenientes do tráfico de drogas entre 2021 e 2024. A ação ocorre em quatro estados e investiga a atuação de integrantes ligados às facções Terceiro Comando Puro (TCP), Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC).

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro realizam, nesta quinta-feira (15), a Operação Hawala com o objetivo de desarticular uma organização investigada por lavar recursos provenientes de atividades criminosas.

Os mandados de prisão e de busca e apreensão são cumpridos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Paraná, incluindo a cidade de Foz do Iguaçu. Segundo as autoridades, o grupo teria movimentado mais de R$ 100 milhões entre os anos de 2021 e 2024.

Até o início da manhã, oito pessoas haviam sido presas. Ao todo, 22 investigados foram denunciados pelo Ministério Público, e a Justiça expediu dez mandados de prisão.

De acordo com a investigação, o esquema foi descoberto durante apurações sobre a movimentação financeira de integrantes do grupo criminoso que atua no Complexo de São Carlos, na região central do Rio de Janeiro.

Com o avanço das diligências, os investigadores identificaram indícios de que a estrutura também era utilizada para movimentar recursos ligados a integrantes do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Empresas de fachada eram utilizadas

As investigações apontam que empresas abertas recentemente eram utilizadas para dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido por meio de atividades ilícitas.

Entre as práticas identificadas estão:

utilização de empresas de fachada;
depósitos bancários fracionados;
uso de pessoas interpostas (laranjas);
cooptação de profissionais para ocultação financeira;
movimentações incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados.

Segundo a Polícia Civil, centenas de operações financeiras foram analisadas durante a investigação.

Possível conexão internacional

Outro ponto investigado é uma possível ligação entre o esquema de lavagem de dinheiro e o financiamento de organizações internacionais consideradas terroristas.

Segundo a Polícia Civil, foi identificada uma relação comercial entre um dos investigados e uma pessoa sancionada pelo governo dos Estados Unidos por suposta atuação na estrutura de financiamento da Al-Qaeda.

As autoridades ressaltam que essa linha investigativa ainda está em andamento e será aprofundada durante as próximas fases da operação.

Próximos passos

Os materiais apreendidos durante a Operação Hawala serão periciados e poderão subsidiar novas diligências.

A Polícia Civil e o Ministério Público informaram que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e ampliar o rastreamento do patrimônio supostamente obtido por meio das atividades criminosas.

Perguntas frequentes (FAQ)

O que é a Operação Hawala?

É uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro e do Ministério Público para combater um esquema de lavagem de dinheiro ligado a organizações criminosas.

Quanto dinheiro teria sido movimentado?

Segundo a investigação, mais de R$ 100 milhões entre 2021 e 2024.

Quais estados foram alvo da operação?

Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

Quantas pessoas foram denunciadas?

O Ministério Público denunciou 22 investigados, e a Justiça expediu dez mandados de prisão.

A investigação apura ligação com terrorismo internacional?

Sim. A Polícia Civil informou que apura uma possível conexão financeira envolvendo um investigado e uma pessoa sancionada pelos Estados Unidos por suposta ligação com a Al-Qaeda, sem conclusão definitiva até o momento.

 

Com informações de Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

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