Red Ignis: MPRO obtém condenação de sete integrantes de facção em RO

Sentença reconhece participação dos réus em organização criminosa responsável por coordenar ataques contra a segurança pública e o patrimônio em Rondônia.

Fonte: Francisco Rodrigo

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Red Ignis: MPRO obtém condenação de sete integrantes de facção em RO

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O Ministério Público de Rondônia (MPRO) obteve a condenação de sete acusados investigados na Operação Red Ignis, ação que desarticulou uma organização criminosa responsável por coordenar ataques contra a segurança pública e o patrimônio em diversos municípios do estado.

A sentença foi proferida pela 4ª Vara Criminal de Porto Velho e reconheceu que os réus integravam uma facção criminosa, com incidência das causas de aumento previstas na Lei nº 12.850/2013, que trata das organizações criminosas.

A investigação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em parceria com a Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/RO).

Investigação contou com integração das forças de segurança

A Operação Red Ignis foi realizada com apoio da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), além de equipes especializadas das Polícias Civil e Militar.

Participaram da operação unidades como:

Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope);
Batalhão de Polícia Tático de Ações e Reações (BPTAR);
Batalhão de Choque;
Batalhões de Fronteira.

Segundo o MPRO, o trabalho conjunto entre os órgãos de inteligência foi fundamental para a obtenção das provas que embasaram a condenação.

Ataques ocorreram em janeiro de 2025

As investigações apuraram a atuação da organização criminosa durante uma série de ataques coordenados registrados em janeiro de 2025.

Na ocasião, foram praticados:

incêndios criminosos contra ônibus;
destruição de patrimônio público;
ameaças direcionadas a agentes de segurança pública.

Durante a instrução processual, o Ministério Público demonstrou que os investigados utilizavam grupos de mensagens instantâneas para compartilhar informações, transmitir ordens e fortalecer a atuação da facção criminosa.

Provas embasaram a condenação

Na sentença, o Judiciário destacou que os elementos reunidos durante a investigação demonstraram de forma consistente a participação dos condenados na estrutura criminosa.

Entre as provas consideradas estão:

relatórios técnicos;
extração de dados telemáticos autorizada judicialmente;
depoimentos de testemunhas;
demais provas produzidas durante a ação penal.

Penas variam de cinco a oito anos de prisão

As penas impostas aos sete condenados variam entre 5 anos e 4 meses e 8 anos, 3 meses e 16 dias de reclusão, conforme a participação individual de cada réu.

Os regimes iniciais definidos pela Justiça foram fechado e semiaberto.

Também foi mantida a prisão dos acusados que já estavam custodiados, sem autorização para recorrer em liberdade nos casos em que permaneceram os fundamentos da prisão preventiva.

MPRO reforça combate ao crime organizado

Após a condenação, o Ministério Público de Rondônia destacou que a decisão representa mais um resultado das ações integradas de combate às organizações criminosas que atuam no estado.

Segundo o órgão, a atuação conjunta entre instituições de investigação e segurança pública fortalece o enfrentamento ao crime organizado, contribui para a responsabilização dos envolvidos e reforça a proteção da ordem pública.

FAQ

O que foi a Operação Red Ignis?

Foi uma operação coordenada pelo MPRO, por meio do Gaeco, em conjunto com a Ficco/RO, para combater uma organização criminosa responsável por ataques em Rondônia.

Quantas pessoas foram condenadas?

Sete denunciados foram condenados pela Justiça.

Quais crimes foram investigados?

A investigação apurou a integração em organização criminosa responsável por coordenar incêndios, destruição de patrimônio público e ameaças contra agentes de segurança.

Quais foram as penas?

As condenações variam entre 5 anos e 4 meses e 8 anos, 3 meses e 16 dias de prisão.

Quem participou da operação?

Além do MPRO e da Ficco/RO, participaram a Sesdec, Polícia Civil, Polícia Militar, Bope, BPTAR, Batalhão de Choque e batalhões de fronteira.

 

Com informações do MPRO

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