A namorada de Thiago H. A. d O., de 33 anos, apontado pela Polícia Civil como integrante do Comando Vermelho, declarou que o dinheiro apreendido com o casal teria origem em programas sexuais e no benefício do Bolsa Família. Thiago foi preso no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande (MT), após desembarcar de Natal (RN), em ação que chamou atenção por indícios de homicídios ligados à facção em Cuiabá.
Segundo a Polícia Civil, Thiago tentou destruir seu celular durante a abordagem. No cumprimento de mandado de busca, foram apreendidos seis aparelhos telefônicos e cerca de R$ 10 mil em espécie. O suspeito afirmou que o valor pertencia à companheira.
Em depoimento, Eduarda S. R., namorada do investigado, negou conhecimento sobre envolvimento do parceiro com o Comando Vermelho. Ela afirmou que Thiago atuava apenas em golpes virtuais, enquanto sua própria renda vinha do Bolsa Família e de programas sexuais. Eduarda não possui conta bancária e disse que o relacionamento durava cerca de seis meses, sem nunca ter visto o companheiro trabalhar fora de casa, fato que a polícia considera incompatível com o padrão de vida do casal.
Após prestar esclarecimentos, Eduarda foi liberada. Thiago, no entanto, segue preso e é investigado por três homicídios ocorridos no bairro Jonas Pinheiro, em Cuiabá, incluindo as mortes de Carlos Alberto Pereira, Uendel Felipe Pereira e Edson Amaral de Moura (“Baleia”), todas em setembro.
O suspeito possui histórico criminal: em 2016 confessou participação em assaltos a agências do Sicredi e roubos em Tapurah e Vilhena, com prejuízo superior a R$ 1 milhão. Com a morte de Gilmar Machado da Costa durante a Operação Acqua Ilícita, Thiago passou a ser apontado como liderança na facção.
A Polícia Civil segue investigando a origem dos valores apreendidos e a possível participação de terceiros nos crimes, enquanto o inquérito sobre os homicídios avança com novas diligências e oitivas.





































