Uso excessivo de telas por crianças e adolescentes eleva casos de olho seco nos consultórios médicos

Especialistas alertam durante congresso nacional que o hábito prolongado de usar celulares e tablets reduz a frequência do piscar e prejudica a lubrificação ocular.

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Uso excessivo de telas por crianças e adolescentes eleva casos de olho seco nos consultórios médicos
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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O uso excessivo de dispositivos eletrônicos como celulares e tablets entre crianças e adolescentes tem reduzido a frequência de um ato simples e involuntário, que é o de piscar, resultando em quadros de olho seco cada vez mais comuns nos consultórios de oftalmologia pediátrica. A condição clínica é caracterizada pela falta de lubrificação adequada na superfície dos olhos, decorrente tanto da produção insuficiente de lágrimas quanto de sua evaporação acelerada. Entre os principais sintomas relatados pelos pacientes estão a sensação de areia nos olhos, ardência constante, coceira intensa, vermelhidão e episódios frequentes de visão embaçada.

A oftalmologista Ana Paula Silverio explicou, durante sua participação no septuagésimo Congresso Brasileiro de Oftalmologia realizado na cidade de Salvador, que a proximidade das telas em relação ao rosto diminui drasticamente a lubrificação natural. O evento científico segue com programação aberta até o próximo sábado, dia 12 de setembro de 2026. A especialista destaca que o risco é significativamente maior entre os adolescentes, que passam grande parte do tempo livre utilizando o celular, considerado o dispositivo com maior potencial de prejuízo visual devido ao tamanho reduzido e ao uso frequente em ambientes com pouca iluminação no período noturno.

Orientações médicas e limite recomendado para o tempo de exposição digital

Os profissionais da área médica ressaltam que proibir totalmente o acesso à tecnologia é inviável na rotina atual, mas defendem a necessidade rigorosa de controle e redução do tempo de uso diário. A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria estabelece o limite máximo de duas horas diárias de exposição a telas para crianças acima de 6 anos e para adolescentes. Os pais e responsáveis devem ficar atentos a sinais de desconforto ocular e ao comportamento excessivo de piscar, buscando orientação especializada sempre que houver suspeita de problemas na visão dos jovens.

Perguntas frequentes

Qual é a principal consequência do uso excessivo de celulares e tablets para os olhos dos jovens?
A redução do ato de piscar provoca a evaporação das lágrimas e o desenvolvimento de olho seco.

Quais são os principais sintomas associados à falta de lubrificação adequada na superfície ocular?
Sensação de areia, ardência, coceira, vermelhidão e visão embaçada.

Qual entidade médica estabelece o limite máximo de duas horas diárias de telas?
A diretriz é recomendada pela Sociedade Brasileira de Pediatria.

Até qual data o septuagésimo Congresso Brasileiro de Oftalmologia ocorre em Salvador?
O evento científico segue com atividades até o dia 12 de setembro de 2026.

Qual faixa etária e grupo social apresentam maior risco de complicações pelo uso de celulares?
Os adolescentes, devido ao tempo prolongado de uso e à exposição em ambientes escuros.

 

Com informações de Paula Laboissière – Enviada especial*

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