Céu avermelhado chama atenção em Porto Velho durante temporal

Contraste entre nuvens de tempestade e a luz do fim da tarde criou uma faixa avermelhada no horizonte. Análise não confirmou relação com uma grande ocorrência de incêndio no horário analisado.

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Céu avermelhado chama atenção em Porto Velho durante temporal

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Um cenário incomum chamou a atenção no céu de Porto Velho na terça-feira (11). Uma faixa intensa em tons de vermelho e laranja apareceu próxima ao horizonte, enquanto nuvens escuras cobriam grande parte do céu. O contraste deu a impressão de que havia fogo por trás das nuvens. “Eu achei que era um incêndio”, relatou a autora do registro, Manuella Afonso.

A gravação foi feita durante a formação de um temporal. Uma explicação meteorológica compatível é que uma Cumulonimbus, nuvem associada a tempestades e de grande desenvolvimento vertical, tenha contribuído para o efeito. Quando o Sol está próximo do horizonte, suas últimas luzes podem iluminar as partes mais elevadas das nuvens, enquanto as regiões inferiores permanecem escuras, produzindo um forte contraste avermelhado.

Fenômenos semelhantes já foram registrados em outras partes do Brasil. Em outubro de 2025, uma formação alaranjada observada em Barreiras, na Bahia, chamou atenção pela aparência de “explosão”. Na ocasião, o meteorologista Gustavo Verardo, da Electra Energy, explicou ao UOL que uma Cumulonimbus era responsável pelo formato da formação. Naquele episódio, entretanto, havia queimadas na região, e a fumaça e a fuligem contribuíram para intensificar a coloração alaranjada.

Diante da possibilidade de o fenômeno estar relacionado a fogo, a reportagem também analisou imagens do GOES-19 e informações do Programa Queimadas do INPE, considerando a área entre o norte de Porto Velho, a BR-319, Humaitá e o sul do Amazonas.

No intervalo entre 19h e 20h de terça-feira (11), no horário de Rondônia, não foi possível confirmar, pelas imagens analisadas, uma grande ocorrência de incêndio que pudesse explicar o brilho observado em Porto Velho.

Isso, porém, não permite descartar pequenos focos isolados, que podem não apresentar assinatura térmica evidente. A conclusão é mais restrita: não há elementos suficientes nos dados analisados para atribuir o fenômeno observado em Porto Velho a uma grande queimada ou incêndio distante.

O cenário registrado é, portanto, compatível com a iluminação do entardecer sobre uma formação de nuvens de tempestade, possivelmente intensificada pela estrutura vertical da nebulosidade. A aparência semelhante a fogo, embora impressionante, não é suficiente para indicar a ocorrência de um incêndio.

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