Governo Lula chega à reta final do mandato com entregas importantes e metas pendentes

Levantamento do G1 mostra que o governo chega à reta final do mandato com entregas relevantes, como a reforma tributária e a ampliação da isenção do Imposto de Renda, mas ainda acumula promessas que não saíram do papel, especialmente na área da segurança pública.

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Governo Lula chega à reta final do mandato com entregas importantes e metas pendentes
Ricardo Stuckert

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À medida que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se aproxima do fim do mandato, o cumprimento das promessas de campanha volta ao centro do debate político. Levantamento publicado pelo G1 aponta que a gestão conseguiu transformar em realidade parte dos compromissos considerados prioritários, mas também deixa um conjunto de propostas sem execução, cenário que pode influenciar a avaliação do eleitorado nas eleições.

Entre as principais entregas está a aprovação da reforma tributária, considerada a maior mudança no sistema de arrecadação de impostos do país desde a Constituição de 1988. A medida é apontada por especialistas como um marco para simplificar o modelo tributário brasileiro, embora seus efeitos sejam graduais e dependam da regulamentação e da implementação completa.

Outra promessa de destaque foi a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil, compromisso assumido durante a campanha e posteriormente aprovado pelo Congresso Nacional. A proposta beneficia milhões de contribuintes e figura entre as principais bandeiras econômicas do governo.

© Paulo Pinto-Agência Brasil

Na área social, a gestão também consolidou programas de transferência de renda e deu continuidade a políticas públicas voltadas à redução da pobreza, mantendo uma das principais marcas históricas dos governos petistas.

Por outro lado, o levantamento mostra que nem todas as promessas foram concretizadas. A recriação do Ministério da Segurança Pública, anunciada durante a campanha eleitoral, permaneceu apenas no discurso e não foi implementada. Outras propostas avançaram parcialmente ou ainda dependem de regulamentação, recursos orçamentários ou consenso político para serem efetivamente executadas.

O desempenho evidencia as dificuldades enfrentadas pelo governo na negociação com um Congresso de composição fragmentada, fator que influenciou o ritmo de tramitação de projetos e a implementação de parte da agenda presidencial.

Para o eleitor, o balanço tende a ser construído a partir de diferentes perspectivas. Os apoiadores destacam a aprovação de reformas estruturantes e o fortalecimento de políticas sociais como demonstrações de capacidade administrativa e articulação política. Já os críticos argumentam que o cumprimento de promessas relevantes não elimina a responsabilidade sobre compromissos abandonados ou adiados, especialmente em áreas de grande sensibilidade para a população, como a segurança pública.

Assim, o levantamento do G1 indica que o governo Lula encerra seu ciclo administrativo com um saldo heterogêneo: registra conquistas expressivas em temas econômicos e sociais, mas também acumula pendências que deverão integrar o debate eleitoral e servir de parâmetro para que os brasileiros avaliem o grau de fidelidade entre o programa apresentado em 2022 e os resultados efetivamente entregues ao país.

 

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