Plano de demissão dos Correios tem adesão de 3 mil empregados

Estatal esperava desligamento de 10 mil profissionais em 2026, mas alcançou 30% da meta; reestruturação prevê fechamento de agências e leilão de imóveis para conter crise.

Fonte: Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil - 20

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Plano de demissão dos Correios tem adesão de 3 mil empregados
© Joédson Alves/Agência Brasil

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Um total de 3.075 empregados dos Correios aderiu ao Plano de Demissão Voluntária (PDV) de 2026, conforme balanço divulgado após o encerramento do prazo nesta quarta-feira (8). O número representa 30,7% do público-alvo inicialmente projetado pela estatal, que esperava a saída de 10 mil profissionais. Apesar da adesão abaixo da meta, a empresa estima que a medida garantirá uma economia de R$ 1,4 bilhão já em 2027, auxiliando no plano de recuperação financeira.

O PDV é peça-chave do Plano de Reestruturação 2025–2027, que busca tirar a estatal do déficit estrutural superior a R$ 4 bilhões anuais. Somado a outras ações implementadas no primeiro trimestre, os Correios esperam poupar R$ 508 milhões adicionais por ano. A estratégia de modernização conta com um empréstimo de R$ 12 bilhões, obtido no fim do ano passado, com o objetivo de reduzir as despesas totais em R$ 5 bilhões até 2028.

Além da redução do quadro de pessoal, o plano prevê o fechamento de aproximadamente mil agências próprias em todo o país, o que corresponde a 16% da rede atual. Para otimizar os ativos, a companhia iniciou leilões de imóveis ociosos, esperando arrecadar até R$ 1,5 bilhão. Em fevereiro, a primeira rodada ofertou 21 propriedades em 11 estados, visando diminuir custos de manutenção e gerar caixa para novos investimentos em logística.

A crise nos Correios é atribuída à digitalização das comunicações, que reduziu drasticamente o volume de cartas, e à forte concorrência no mercado de encomendas do comércio eletrônico. Mesmo sob pressão financeira e com um prejuízo acumulado de R$ 6 bilhões até setembro de 2025, a estatal mantém a exclusividade na entrega de serviços essenciais, como a distribuição de provas do Enem e de urnas eletrônicas em regiões de difícil acesso.

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