O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, garantiu nesta quarta-feira (25) que as equipes de suporte do governo federal permanecerão na Zona da Mata de Minas Gerais por tempo indeterminado. Durante visita às áreas devastadas pelos temporais, o ministro ressaltou que a presença técnica local é fundamental para acelerar a elaboração dos planos de trabalho e garantir que a ajuda humanitária seja eficiente e imediata.
As fortes chuvas que atingem a região desde o início da semana já deixaram um rastro de 46 mortos e 21 desaparecidos, segundo dados do Corpo de Bombeiros. Em Ubá, Góes destacou que o trabalho será dividido em etapas: primeiro, o resgate e auxílio aos desabrigados; em seguida, o restabelecimento da mobilidade e serviços essenciais; e, por fim, a reconstrução da infraestrutura urbana destruída pelos deslizamentos.
Força-tarefa multidisciplinar em operação
Para atender às vítimas, o governo federal mobilizou uma estrutura que envolve diversos ministérios. O Grupo de Apoio a Desastres (Gade) da Defesa Civil Nacional conta com oito especialistas que auxiliam as prefeituras na gestão da crise. Além disso, equipes da Força Nacional do SUS e do Sistema Único de Assistência Social (Suas) prestam atendimento médico e psicossocial aos milhares de cidadãos que perderam suas casas.
“Estamos empregando tudo o que temos em tecnologia, equipamentos e recursos humanos”, afirmou o ministro. A integração entre os órgãos federais e as defesas civis locais visa evitar gargalos burocráticos no envio de suprimentos e na liberação de verbas emergenciais, especialmente para as cidades de Juiz de Fora e Ubá, que concentram o maior número de ocorrências graves.
Reconhecimento de calamidade e repasse de verbas
A Defesa Civil Nacional publicou em edição extra do Diário Oficial da União o reconhecimento do estado de calamidade pública para Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. Esse dispositivo legal é essencial para que as prefeituras possam solicitar recursos federais diretamente ao Ministério da Integração. Com a portaria, os municípios ganham agilidade para contratar serviços de limpeza e reconstrução de pontes e vias sem a necessidade de processos licitatórios convencionais.
Apoio Técnico: Permanência do Grupo Gade para planejamento de reconstrução.
Saúde e Social: Atuação das equipes do SUS e do Suas no acolhimento.
Vítimas: 40 mortos em Juiz de Fora, seis em Ubá e buscas por desaparecidos.
Calamidade: Publicação sumária no DOU facilita acesso a verbas.
O ministro reforçou que a prioridade absoluta no momento é a preservação de vidas e o suporte às famílias desabrigadas. O governo federal monitora, junto ao Inmet, a previsão de novas chuvas para a região, mantendo os alertas de risco geológico em nível máximo para evitar novas tragédias durante os trabalhos de recuperação.









































