O Ministério das Relações Exteriores publicou, nesta quinta-feira, 29, o edital para o concurso de admissão à carreira de diplomata com uma inovação histórica. Pela primeira vez, o Itamaraty reservará vagas específicas para candidatos indígenas e quilombolas em seu quadro de pessoal.
A seleção oferece um total de 60 vagas, sendo 39 para ampla concorrência e as demais distribuídas entre negros, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. O certame é o primeiro da carreira sob a vigência da nova lei de cotas sancionada no ano passado.
As inscrições ocorrem entre os dias 4 e 25 de fevereiro por meio do portal do Cebraspe, com taxa fixada em R$ 229. Candidatos de baixa renda inscritos no CadÚnico podem solicitar a isenção do pagamento dentro do prazo estabelecido pela banca examinadora.
Para garantir a legitimidade das cotas, o edital prevê um processo de verificação documental realizado por comissões de especialistas e membros das comunidades tradicionais. A medida visa assegurar que a representatividade no serviço público reflita a diversidade étnica do Brasil.
Lideranças políticas e gestores destacam que a inclusão desses grupos em cargos estratégicos do Estado é um passo fundamental para a justiça social. A diplomacia, conhecida por seu rigor técnico, passa agora a incorporar saberes tradicionais em sua representação internacional.
Além das vagas, o Instituto Rio Branco oferece programas de bolsa-prêmio para auxiliar candidatos negros e indígenas nos custos dos estudos preparatórios. O incentivo busca reduzir as desigualdades financeiras em um dos concursos mais difíceis do país.











































