Agenda News Folia 2026: a emoção de Carlinhos Camurça ao contar sua história no Carnaval

Entrevistado pela filha Renata Camurça, Carlinhos relembra o Carnaval da Praça e fala da retomada dos trios elétricos com foco em legado e futuro.

Fonte: Renata Camurça / News Rondônia

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Agenda News Folia 2026: a emoção de Carlinhos Camurça ao contar sua história no Carnaval

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O programa começou com o coração acelerado na última terça-feira (27). O Agenda News Folia 2026 abriu o ano do jeito que o internauta gosta: com conversa leve, história viva da cidade e emoção de verdade. A entrevista começou em clima de Carnaval, mas foi além da folia. Foi um encontro de gerações, de lembranças e de identidade cultural, com Carlinhos sendo recebido por Renata, que não escondeu a emoção de entrevistar o próprio pai ao vivo.

Desde o início, a conversa foi uma verdadeira visita à memória afetiva da cidade e a tudo o que o Carnaval representa: família, comunidade, música, rua cheia e alegria. O diálogo trouxe à tona a esperança de um povo que, mesmo diante das dificuldades, nunca deixa de sonhar com dias mais leves.

“Foi uma honra tremenda”, disse Carlinhos, com a voz carregada de orgulho. “Ser entrevistado pela minha filha é algo muito especial.” Em vários momentos, ele reconheceu que não era fácil revisitar a própria trajetória, ainda mais em um cenário tão íntimo. A emoção surgiu naturalmente e o entrevistado confessou que chegou a se emocionar profundamente durante a conversa.

Renata conduziu o momento equilibrando os papéis de filha e apresentadora. Não disfarçou o brilho no olhar nem o “aguenta coração” dito com sinceridade. Essa entrega transformou o programa em algo maior: um retrato de como o Carnaval também é feito de herança e sucessão familiar.

Quando o assunto chegou ao Carnaval da Praça, um verdadeiro filme passou na cabeça de quem viveu aqueles dias. O tom ficou ainda mais sentimental. Carlinhos relembrou com carinho as noites de folia, com milhares de pessoas reunidas em uma festa gratuita e democrática, animada por bandas locais.

Renata também trouxe memórias pessoais, lembrando que eram dias intensos, não só durante a festa, mas na luta para fazer tudo acontecer. Ela destacou a preocupação do pai com cada detalhe: a segurança das famílias, as matinês para as crianças, a organização rigorosa e o respeito ao público.

Um dos momentos mais marcantes do programa foi o contraste entre duas fotos exibidas: uma com o espaço vazio durante a montagem e outra com a multidão ocupando o local. “Aquilo dá orgulho”, disse Carlinhos. “É parte da minha história e, de certa forma, parte da história de Porto Velho.”

Em um trecho tocante, Carlinhos descreveu o Carnaval como um período em que fica claro que todos são iguais. “A rua vira um território de convivência, de tolerância e de amizade”, afirmou. Para ele, a festa não é apenas música, mas uma pausa necessária na dureza da rotina.

Essa fala ganhou ainda mais peso quando ele lembrou que, por muito tempo, o Carnaval era restrito a clubes e inacessível para muitos. “O Carnaval de rua abriu portas. Levou alegria para quem nunca teve a chance de viver aquilo de perto”, pontuou Carlinhos.

Foi com esse espírito que ele trouxe para Porto Velho um trio elétrico de grande porte, abrindo caminho para o surgimento do Fuzarka, bloco que atraiu foliões de todo o estado e de regiões vizinhas. Com isso, a folia ganhou as ruas e tornou-se mais inclusiva, espalhando-se por diferentes zonas da cidade.

A entrevista também abordou o Carnaval fora de época, com blocos como o Te Quero e o Maria Fumaça, que movimentavam a Avenida Jorge Teixeira. Para Carlinhos, a via é o palco natural dos grandes eventos e, com planejamento, é possível conciliar a festa com os serviços essenciais.

O programa tratou ainda dos desafios invisíveis de quem realiza grandes eventos. Carlinhos falou sobre o peso da burocracia e a responsabilidade de conduzir festas para mais de 30 mil pessoas. Ele relatou um episódio tenso envolvendo um trio em uma ladeira: “Senti medo de verdade. Tivemos que pedir ajuda para controlar a situação.”

Mesmo assim, ele reiterou: “O que fica é a satisfação. O cansaço vem, a voz some, mas o resultado é a alegria do povo. E isso, para mim, vale tudo.” Sobre o futuro, contou que a retomada em 2026 tem um motivo afetivo: o incentivo dos filhos e a vontade de trabalhar com o que ama.

Ao atender ao pedido dos filhos, ele impôs uma condição: manter o padrão de qualidade que sempre foi sua marca. “Não é apenas um trio ou o Carnaval. É uma forma de entregar alegria para a cidade. Esse sempre foi o meu combustível”, afirmou Carlinhos.

O Trio 40 Graus e o Baby Trio estão de cara nova, com som potente, iluminação moderna e telões de LED. A agenda já inclui parcerias com o Bloco Pirarucu do Madeira e a Banda do Vai Quem Quer. Para contratar, o contato é (69) 98487-1669 (falar com Bruno) ou pelo Instagram @trio40graus.

Ao final, Renata marcou o momento com gratidão: “O que foi construído não será apagado. A família vai honrar esse nome e continuar o legado.” Carlinhos concluiu afirmando que essa história pertence a toda a família e à cidade, reforçando laços de pertencimento e raízes.

Para quem perdeu o programa ao vivo, a entrevista está disponível online.

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