OMS alerta para risco de expansão de surto de ebola na África

Casos suspeitos somam quase 600 na República Democrática do Congo e em Uganda; vírus Bundibugyo ainda não possui vacina ou tratamento aprovado.

Fonte: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil - 20

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OMS alerta para risco de expansão de surto de ebola na África
© REUTERS/Goran Tomasevic / direitos reservados

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  • A OMS declarou que o surto de ebola pelo vírus Bundibugyo na RDC e em Uganda é emergência de saúde pública internacional.
  • Há 51 casos confirmados, quase 600 suspeitos e 139 mortes sob investigação, com risco de subnotificação em áreas de conflito.
  • A ausência de vacina, a circulação urbana, casos entre profissionais de saúde e a instabilidade em Ituri dificultam o controle, apesar do apoio da OMS.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o surto de ebola causado pelo vírus Bundibugyo, identificado na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda, constitui uma emergência de saúde pública de importância internacional. Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (20), o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, confirmou que, além dos 51 casos já validados, existem quase 600 notificações suspeitas e 139 mortes sob investigação na região.

A gravidade do cenário é acentuada pela dificuldade de contenção em áreas de conflito. Na província de Ituri, na RDC, a intensificação de combates desde o final de 2025 provocou o deslocamento de cerca de 100 mil pessoas, facilitando a propagação do vírus. A OMS teme que os números reais sejam expressivamente maiores, dado o período em que o patógeno circulou sem detecção prévia.

Desafios no enfrentamento

O surto impõe desafios logísticos e sanitários críticos. A ausência de uma vacina ou tratamento específico para a variante Bundibugyo o tipo de vírus responsável por esta epidemia limita as opções de resposta clínica imediata. Além disso, a presença do vírus em centros urbanos e casos notificados entre profissionais de saúde elevam o nível de alerta das autoridades locais e internacionais.

O problema ganhou contornos transfronteiriços na última semana, após a confirmação de um caso em Kampala, capital de Uganda, de um paciente vindo da RDC. O governo congolês oficializou o 17º surto da doença no país na sexta-feira (15), após análise laboratorial confirmar o vírus em amostras colhidas no distrito de Rwampara.

Apoio internacional

“A OMS tem uma equipe no terreno apoiando as autoridades nacionais na resposta à crise. Deslocamos pessoal, suprimentos, equipamentos e recursos financeiros”, afirmou Tedros. A preocupação central agora é evitar que a instabilidade política na província de Ituri e o constante movimento populacional na região comprometam os protocolos de isolamento e rastreamento de contatos, essenciais para frear a cadeia de transmissão e evitar uma crise sanitária de proporções ainda maiores no continente.

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