Casa Branca apaga vídeo racista associado a Donald Trump

Conteúdo com representação ofensiva de Barack e Michelle Obama gerou críticas dentro e fora dos EUA, e governo afirmou que postagem foi feita por erro de um funcionário.

Fonte: Agência Brasil - 20

Publicado em

Casa Branca apaga vídeo racista associado a Donald Trump
© REUTERS/Jonathan Ernst/Proibida reprodução

Compartilhe esta notícia:

Nos siga no Google News

A Casa Branca removeu um vídeo de teor racista publicado em uma rede social ligada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após forte repercussão negativa. O conteúdo mostrava o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama retratados como macacos, o que provocou críticas de autoridades americanas, inclusive de integrantes do Partido Republicano.

Segundo informações repassadas à agência Reuters por uma autoridade do governo norte-americano, a publicação teria sido resultado de um erro cometido por um funcionário da Casa Branca. De acordo com a fonte, a postagem foi retirada assim que o problema foi identificado.

O vídeo havia sido divulgado na plataforma Truth Social, rede social associada a Trump, e fazia referência, sem apresentar provas, a teorias de fraude nas eleições presidenciais de 2020, vencidas por Joe Biden. Ao final da gravação, apareciam imagens do casal Obama com manipulação digital considerada ofensiva e racista.

A repercussão foi imediata. Parlamentares democratas e republicanos criticaram duramente o conteúdo. O senador republicano Tim Scott afirmou publicamente que o vídeo era “a coisa mais racista” já associada à Casa Branca e defendeu sua retirada imediata.

A porta-voz presidencial, Karoline Leavitt, tentou minimizar o episódio ao declarar que o material se tratava de um “meme da internet”, no qual Trump seria representado como o “rei da selva” e democratas como personagens inspirados no filme O Rei Leão. A explicação, no entanto, não foi suficiente para conter as críticas.

Até o momento, nem Donald Trump nem a Casa Branca emitiram um pedido formal de desculpas pelo conteúdo divulgado. O episódio reacende o debate sobre discurso de ódio, responsabilidade institucional e o uso de redes sociais por autoridades públicas nos Estados Unidos.

NEWS QUE VOCÊ VAI QUERER LER

DESTAQUE NEWS

EMPREGOS E CONCURSOS

POLÍTICA

POLÍCIA

ÚLTIMAS NOTÍCIAS