O sistema elétrico nacional de Cuba registrou um novo colapso parcial nesta quarta-feira, deixando aproximadamente 3,4 milhões de habitantes sem energia. O incidente afetou quatro províncias da região leste da ilha, incluindo Holguín, Granma, Santiago de Cuba e Guantánamo.
De acordo com a estatal Unión Eléctrica, a interrupção foi causada pelo desligamento repentino de uma linha de alta tensão de 220 quilovolts. O problema técnico forçou a paralisação da central termoelétrica de Felton, que é a principal geradora de eletricidade daquela região.
Este cenário ocorre em um momento de extrema fragilidade na infraestrutura cubana, que sofre com o subfinanciamento crônico desde a revolução de 1959. Atualmente, sete das 16 centrais do país estão inoperantes por avarias ou falta de manutenção adequada.
A crise humanitária é monitorada pela ONU, que demonstra preocupação com o possível colapso total do país. A situação foi agravada pela suspensão do envio de petróleo venezuelano e por novas restrições econômicas impostas pelo governo dos Estados Unidos.
Especialistas estimam que seriam necessários até 10 milhões de dólares para estabilizar o fornecimento de energia em Cuba. Enquanto isso, a população enfrenta apagões diários que superam as 20 horas, impactando severamente a economia e a rotina local.










































