O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) realizará uma reunião extraordinária na segunda-feira (12), a pedido da Ucrânia, após novos ataques russos registrados nos últimos dias. A convocação ocorre depois da confirmação do uso, por Moscou, do míssil balístico de médio alcance Orechnik, considerado de última geração.
A informação consta na agenda oficial do conselho, alterada e divulgada na noite de sexta-feira (9). O pedido formal foi apresentado pelo embaixador ucraniano junto à ONU, Andrii Melnyk, que classificou as ações russas como uma escalada grave no conflito iniciado em fevereiro de 2022.
“A Rússia atingiu um novo e terrível nível de crimes de guerra e crimes contra a humanidade, ao atacar civis e infraestruturas civis na Ucrânia”, afirmou Melnyk em carta à qual a agência AFP teve acesso.
Impactos em Kiev e uso do míssil Orechnik
Os bombardeios ocorridos entre a noite de quinta e a madrugada de sexta-feira deixaram cerca de metade dos edifícios residenciais de Kiev sem aquecimento, em pleno inverno europeu. Diante da situação, o prefeito da capital ucraniana chegou a pedir que moradores deixassem a cidade temporariamente.
Segundo autoridades ucranianas, foi a segunda vez desde o início da guerra que a Rússia utilizou o míssil Orechnik. Moscou confirmou oficialmente o emprego do armamento, desta vez em um ataque na região de Lviv, no oeste do país.
“O ataque representa uma ameaça grave e sem precedentes à segurança do continente europeu, mina a estabilidade regional e impõe sérios riscos à paz e à segurança internacional”, destacou o embaixador ucraniano no documento enviado à ONU.
Apoio internacional ao pedido ucraniano
O pedido de convocação da reunião contou com o apoio de seis países membros do Conselho de Segurança: França, Reino Unido, Letônia, Dinamarca, Grécia e Libéria, de acordo com fontes diplomáticas ouvidas pela AFP.
A expectativa é que a reunião discuta os impactos humanitários dos ataques, a escalada militar com o uso de novos armamentos e possíveis medidas diplomáticas diante do agravamento do conflito no Leste Europeu.









































