Povo Paiter Suruí lamenta morte de Mariano Colini Cenamo e destaca legado em defesa da Amazônia

Fundador do Idesam morreu aos 46 anos, após enfrentar um câncer de intestino; Associação Metareilá ressalta parceria histórica e amizade com Almir Suruí.

Fonte: Emerson Barbosa

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O povo Paiter Suruí manifestou profundo pesar pela morte do engenheiro florestal Mariano Colini Cenamo, fundador do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam). Em nota oficial divulgada pela Associação Metareilá, a liderança indígena destacou a importância de Cenamo para a defesa da floresta, o fortalecimento das comunidades tradicionais e a parceria construída ao longo de décadas com o povo Paiter Suruí.

Aos 46 anos, Mariano Colini Cenamo faleceu na noite de sexta-feira (10), após uma batalha contra um câncer de intestino. Reconhecido como uma das principais referências em desenvolvimento sustentável na Amazônia, ele fundou o Idesam há mais de 20 anos e liderou projetos voltados à conservação da floresta, à bioeconomia, ao empreendedorismo sustentável e à valorização das populações locais.

Na nota de pesar, a Associação Metareilá afirma que Mariano foi um grande parceiro da entidade e do povo Paiter Suruí, deixando um legado marcado pelo respeito, pela dedicação e pelo compromisso com a causa indígena e a preservação ambiental.

O comunicado destaca ainda que, além da parceria institucional, Mariano mantinha uma relação de profunda amizade com o cacique-geral Almir Suruí, sendo considerado por ele como um irmão.

“Sua presença, seu apoio e sua amizade jamais serão esquecidos”, afirma a entidade.

A Associação Metareilá também ressaltou que Mariano “sempre estará presente na memória e na história da Associação Metareilá e do povo Paiter Suruí”, expressando solidariedade aos familiares, amigos e a todos que conviveram com o ambientalista.

Ao longo de sua trajetória, Colini tornou-se uma das vozes mais respeitadas da Amazônia na construção de soluções que conciliam conservação ambiental, desenvolvimento econômico e inclusão social. Seu trabalho contribuiu para fortalecer iniciativas de bioeconomia, promover o uso sustentável dos recursos naturais e ampliar o protagonismo dos povos indígenas e das comunidades tradicionais na proteção da floresta.

A homenagem prestada pelo povo Paiter Suruí reforça a dimensão do legado deixado por Mariano Cenamo, cuja atuação ultrapassou as fronteiras institucionais e consolidou relações de confiança, amizade e cooperação com diversos povos da Amazônia. Sua contribuição permanece como referência para a construção de um modelo de desenvolvimento sustentável baseado na valorização da floresta e de seus povos.

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