Fundo Amazônia: restauração avança em Rondônia

Projeto apoiado pelo Fundo Amazônia vai recuperar 330 hectares de floresta em unidades de conservação de Rondônia, gerando renda e fortalecendo ações de preservação.

Fonte: BNDES Imprensa - 50

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Fundo Amazônia: restauração avança em Rondônia
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A restauração florestal em Rondônia ganhará reforço com um novo projeto apoiado pelo Fundo Amazônia, que prevê a recuperação de 330 hectares de vegetação nativa em áreas protegidas do estado. A iniciativa integra o quarto ciclo do programa Restaura Amazônia, com resultado anunciado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

O projeto em Rondônia será executado pela Coopfish e atuará em três importantes unidades de conservação: o Parque Nacional Campos Amazônicos, a Floresta Nacional do Jamari e a Floresta Nacional do Jacundá. Essas áreas são consideradas estratégicas para a conservação da biodiversidade e para a recuperação de regiões degradadas da Amazônia.

Ao todo, 11 projetos foram selecionados nesta etapa do programa, somando R$ 69,5 milhões em investimentos destinados à restauração ecológica e ao fortalecimento da cadeia produtiva da recuperação florestal na Amazônia Legal. As iniciativas devem recuperar 2.877 hectares em unidades de conservação prioritárias distribuídas em seis estados: Acre, Rondônia, Tocantins, Mato Grosso, Pará e Maranhão.

As ações incluem recuperação de áreas degradadas, plantio de espécies nativas e fortalecimento de cadeias produtivas ligadas à restauração florestal, gerando oportunidades de trabalho e renda para comunidades locais.

O anúncio dos projetos selecionados ocorreu em Brasília, durante o workshop “Restauração em Escala – Integração Federativa para a Recuperação da Vegetação Nativa”, que reuniu representantes do governo, setor produtivo e organizações da sociedade civil para discutir estratégias de ampliação da restauração florestal no país.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o Brasil possui potencial para liderar iniciativas globais voltadas à recuperação de florestas.

O Brasil tem uma oportunidade histórica de liderar o mercado global de restauração florestal. Ao apoiar iniciativas como o Restaura Amazônia, transformamos áreas degradadas em novas florestas produtivas, gerando renda, empregos e soluções climáticas baseadas na natureza”, afirmou.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que políticas públicas voltadas à conservação ambiental são fundamentais para impulsionar um novo ciclo de desenvolvimento sustentável na região amazônica.

Para ela, transformar áreas historicamente afetadas pelo desmatamento em territórios de recuperação ambiental e produção sustentável é uma estratégia essencial para o futuro da Amazônia.

Restauração florestal ganha escala na Amazônia

O programa Restaura Amazônia faz parte das ações financiadas pelo Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente. Criado em 2023, o programa busca ampliar projetos de reflorestamento com espécies nativas, com foco na recuperação de áreas degradadas e na promoção da bioeconomia.

A estratégia do governo federal inclui transformar o chamado Arco do Desmatamento — região que historicamente concentra altos índices de perda florestal — no chamado Arco da Restauração, promovendo a recuperação ambiental aliada ao desenvolvimento econômico sustentável.

De acordo com o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, o Brasil assumiu compromissos internacionais importantes nessa área.

O país assumiu, no âmbito do Acordo de Paris, o compromisso de restaurar 12 milhões de hectares até 2030. A restauração florestal passou a ser uma agenda estratégica que envolve diversas políticas públicas”, afirmou.

A diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, reforçou que os projetos também têm impacto direto na economia local.

A restauração da vegetação nativa também significa geração de renda, fortalecimento de cadeias produtivas e oportunidades para comunidades que vivem na floresta”, destacou.

Com o quarto ciclo de seleção, o programa já soma 12 chamadas públicas e 58 projetos aprovados, com atuação em 17 unidades de conservação, 77 assentamentos e 35 terras indígenas, totalizando quase 15 mil hectares em processo de recuperação na Amazônia.

A expectativa é que essas iniciativas ampliem a recuperação da vegetação nativa, fortaleçam a bioeconomia e contribuam para a preservação de um dos biomas mais importantes do planeta.

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