A produção sustentável de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares da Amazônia Legal receberá um importante reforço a partir desta terça-feira (3). O Fundo Amazônia vai destinar R$ 80 milhões para projetos voltados ao fortalecimento da sociobiodiversidade, enfrentando desafios históricos que limitam a geração de renda na região, como dificuldades de logística, beneficiamento, armazenamento e acesso a mercados.
O investimento faz parte do projeto Florestas e Comunidades: Amazônia Viva, resultado de parceria entre a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, a iniciativa reforça o compromisso com o desenvolvimento sustentável e com as populações que vivem e produzem na floresta. “O Amazônia Viva consolida a presença da Conab na Amazônia Legal e fortalece a inclusão social e ambiental na região”, afirmou.
O edital lançado nesta terça-feira selecionará ao menos 32 propostas, com valores entre R$ 500 mil e R$ 2,5 milhões, abrangendo os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão.
Podem participar cooperativas, associações e organizações da sociedade civil que atuem com agricultura familiar, extrativismo, pesca artesanal, comunidades quilombolas e tradicionais. Projetos com protagonismo feminino, participação de jovens e atuação em cadeias produtivas da sociobiodiversidade terão prioridade.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que os recursos chegam diretamente às comunidades, criando condições reais para geração de renda e manutenção da floresta em pé. Já a ministra Marina Silva reforçou que valorizar essas populações significa promover um modelo de desenvolvimento capaz de proteger a biodiversidade e enfrentar a mudança do clima.
Os projetos apoiados poderão incluir assistência técnica, obras, aquisição de equipamentos, melhorias sanitárias, logística e infraestrutura produtiva. Além disso, devem contribuir para políticas públicas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Sociobio Mais, fortalecendo também a segurança alimentar no país.
Criado em 2008, o Fundo Amazônia já soma cerca de R$ 5 bilhões em recursos aprovados para mais de 140 projetos, apoiando ações de combate ao desmatamento e promoção da produção sustentável, beneficiando milhares de organizações comunitárias e mais de 200 mil pessoas na região.







































