Dezenove estados brasileiros e o Distrito Federal alcançaram, em 2025, os menores índices de desemprego desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012. Segundo o IBGE, a taxa média nacional encerrou o ano em 5,6%, consolidando um cenário de recuperação ocupacional em diversas regiões.
Mato Grosso e Santa Catarina lideram o ranking com os índices mais baixos, registrando 2,2% e 2,3%, respectivamente. Em Rondônia, embora não tenha havido recorde próprio, o estado manteve a quinta menor taxa do país, com 3,3%, reforçando a estabilidade do mercado de trabalho no Norte.
Apesar da queda na desocupação, a informalidade ainda é um desafio estrutural. Enquanto a média nacional de trabalhadores informais ficou em 38,1%, estados como Maranhão e Pará registram índices superiores a 58%, evidenciando a falta de acesso a direitos como previdência e FGTS.
No quesito rendimento, o Distrito Federal mantém a liderança isolada com média mensal de R$ 6.320, seguido por São Paulo (R$ 4.190). Ao todo, apenas nove unidades da federação apresentam rendimentos superiores à média nacional de R$ 3.560, puxada principalmente pelo setor público e indústria.
A pesquisa, que visita 211 mil domicílios, considera desocupadas apenas as pessoas que buscaram vagas nos 30 dias anteriores ao levantamento. O analista do IBGE, William Kratochwill, destaca que o aumento do rendimento real foi um dos principais motores para o aquecimento das contratações.
O Amazonas foi o único estado entre os recordistas que não apresentou queda anual, repetindo a marca de 8,4% de 2024. Já os maiores índices de desocupação permanecem concentrados no Nordeste, com o Piauí registrando a taxa mais elevada do país, em 9,3%.
Os dados consolidados reforçam a disparidade regional no Brasil: enquanto o Centro-Oeste e o Sul operam em níveis próximos ao pleno emprego, as regiões Norte e Nordeste ainda enfrentam barreiras relacionadas à baixa remuneração e à alta taxa de ocupações sem carteira assinada.










































