Como começar um mestrado: Apolianne Maciel explica o caminho para a pós-graduação

Mestranda da Unir compartilha sua trajetória, esclarece as etapas do processo seletivo e mostra que disciplina e planejamento são fundamentais para ingressar em um mestrado.

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Como começar um mestrado: Apolianne Maciel explica o caminho para a pós-graduação

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Ingressar em um mestrado ainda é visto por muitas pessoas como um objetivo distante. No entanto, segundo a mestranda Apolianne Maciel, o primeiro passo é compreender que a pós-graduação stricto sensu está ao alcance de qualquer profissional disposto a estudar, pesquisar e se preparar para o processo seletivo.

Durante entrevista ao programa Prosa e Pesquisa, Apolianne contou como construiu sua trajetória acadêmica e profissional até chegar ao Programa de Pós-Graduação Profissional em Direitos Humanos e Desenvolvimento da Justiça (DHJUS), da Universidade Federal de Rondônia (Unir), além de apresentar orientações para quem deseja iniciar esse caminho.

Trajetória construída com persistência

Natural de Ji-Paraná, Apolianne Maciel relatou que sua história acadêmica não aconteceu de forma linear.

Seu primeiro sonho profissional era cursar Jornalismo. Após uma experiência em Santa Catarina, retornou a Rondônia, iniciou o curso de Estatística, mas percebeu que não havia se identificado com a área. Posteriormente ingressou em Direito, graduação que concluiu com bolsa de estudos.

Ao longo da carreira atuou em diferentes órgãos públicos, incluindo o Ministério Público de Rondônia, o Ministério Público do Trabalho e, atualmente, exerce suas atividades no Tribunal de Justiça de Rondônia.

Segundo ela, toda essa vivência contribuiu para desenvolver uma visão mais ampla sobre o Direito e sobre a realidade social.

O que é um mestrado?

Na entrevista, Apolianne explicou que o mestrado vai além da continuidade dos estudos iniciados na graduação.

Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é formar profissionais capazes de produzir conhecimento científico por meio da investigação de problemas reais.

Enquanto na graduação o estudante aprende conteúdos previamente organizados, no mestrado o pesquisador aprende a formular perguntas, construir métodos científicos e buscar respostas fundamentadas em evidências.

Ela destacou ainda que o processo exige disciplina, organização e comprometimento contínuo.

Como escolher o programa ideal

Entre as principais recomendações para quem pretende ingressar em um mestrado está a análise cuidadosa dos editais.

Apolianne orienta que o candidato avalie:

  • a área de pesquisa;
  • as linhas disponíveis;
  • o perfil dos professores orientadores;
  • a compatibilidade entre seus interesses profissionais e o programa escolhido.

Segundo ela, essa etapa é fundamental para garantir que o projeto de pesquisa tenha relação direta com os objetivos acadêmicos e profissionais do candidato.

Projeto de pesquisa não precisa nascer perfeito

Outro ponto frequentemente apontado como obstáculo é a elaboração do projeto de pesquisa.

Para Apolianne, muitos candidatos acreditam que precisam apresentar um projeto completamente pronto, quando, na realidade, ele será aperfeiçoado ao longo do curso.

Ela explica que o edital normalmente apresenta todas as exigências sobre estrutura, conteúdo e metodologia, tornando essencial uma leitura atenta de todas as regras do processo seletivo.

Além disso, reforça que o interesse pelo tema precisa ser genuíno, já que a pesquisa exigirá meses de dedicação.

Processo seletivo exige preparação

A entrevistada também comentou sobre a etapa da entrevista, considerada um dos momentos de maior ansiedade pelos candidatos.

Segundo ela, a preparação consistiu em estudar profundamente o próprio projeto de pesquisa, revisar seu currículo e compreender os objetivos do programa.

A pesquisadora ressaltou que nunca havia tido contato anterior com os professores responsáveis pela seleção, reforçando que a aprovação depende da qualidade da proposta apresentada e não de relações pessoais.

Pesquisa analisa o trabalho doméstico

No mestrado, Apolianne desenvolve uma pesquisa voltada ao status social do trabalho doméstico e seus impactos no acesso à Justiça.

O estudo busca compreender de que forma a valorização — ou a desvalorização — dessa atividade influencia o exercício de direitos por trabalhadores domésticos.

Segundo a pesquisadora, a proposta é produzir dados inéditos sobre Rondônia que possam subsidiar políticas públicas e contribuir para a ampliação do acesso à Justiça dessa categoria profissional.

Ela destaca que a pesquisa está inserida na área de Direitos Humanos e pretende oferecer informações úteis para instituições públicas e para a formulação de ações voltadas ao trabalho decente.

Disciplina e curiosidade fazem diferença

Ao falar sobre as características de um bom pesquisador, Apolianne afirmou que curiosidade e disciplina são tão importantes quanto o conhecimento técnico.

Segundo ela, boas pesquisas surgem de boas perguntas, enquanto a disciplina é indispensável para enfrentar a rotina intensa de leituras, produção científica e desenvolvimento da dissertação.

Para quem ainda tem receio de participar de um processo seletivo, a recomendação é simples: começar.

A entrevistada reforça que ninguém inicia um mestrado completamente preparado e que o próprio curso existe para formar pesquisadores.

Próximos passos

Apolianne pretende concluir sua pesquisa produzindo um material que possa contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas relacionadas ao trabalho doméstico em Rondônia. Após a conclusão do mestrado, ela pretende acompanhar os desdobramentos do estudo e continuar investindo na carreira acadêmica.

FAQ

Quem pode fazer um mestrado?
Qualquer profissional que atenda aos requisitos estabelecidos no edital do programa de pós-graduação pretendido.

O projeto de pesquisa precisa estar pronto?
Não. O projeto apresentado na seleção serve como ponto de partida e será aperfeiçoado durante o curso.

É necessário conhecer professores para ser aprovado?
Não. Segundo Apolianne Maciel, a aprovação depende da qualidade do projeto, do currículo e do desempenho nas etapas previstas no edital.

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