EUA impõem nova tarifa de 12,5% a produtos brasileiros

Governo estadunidense impõe tarifa adicional de 12,5 por cento sob alegação de falhas no combate a importações associadas ao trabalho forçado, gerando forte reação do Brasil.

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EUA impõem nova tarifa de 12,5% a produtos brasileiros
© Marcello Casal JrAgência Brasil

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  • Os Estados Unidos anunciaram uma nova sobretaxa de 12,5 por cento sobre produtos brasileiros, em vigor desde 24, que substitui a taxa global de 10 por cento e se soma à sobretaxa de 25 por cento, podendo elevar a carga total a 37,5 por cento em parte das exportações.
  • A medida foi adotada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, sob o argumento de que o Brasil não possui controles eficazes contra a importação de produtos feitos com trabalho forçado em setores como alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco.
  • O governo brasileiro classificou a tarifa como arbitrária e injustificada, afirmou que recorrerá à Lei de Reciprocidade Econômica e ao sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio, e informou que mantém apoio às empresas afetadas por meio do Plano Brasil Soberano.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) a aplicação de uma nova sobretaxa de 12,5 por cento sobre produtos brasileiros, sob a alegação de que o país não adota mecanismos eficazes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A medida entrou em vigor na madrugada desta sexta-feira (24).

A nova tarifa substitui a taxa global temporária de 10 por cento aplicada desde fevereiro e se soma à sobretaxa de 25 por cento sobre produtos brasileiros que está em vigor desde o último dia 22. Com isso, parte significativa das exportações do Brasil para o mercado estadunidense poderá enfrentar uma carga tributária total de até 37,5 por cento.

Motivação da medida e segmentos investigados

A decisão foi adotada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos após a conclusão de uma investigação fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. De acordo com o governo norte-americano, o Brasil integra um grupo de 54 nações que não proíbem nem fiscalizam de forma rigorosa a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado em seus mercados internos, criando uma suposta vantagem competitiva desleal.

O relatório do USTR aponta que, entre 2021 e 2025, o Brasil importou mercadorias associadas a essa prática em cinco segmentos principais: alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco. O documento reconhece que o Brasil participa de acordos internacionais e mantém instrumentos como a Lista Suja do Trabalho Escravo, mas argumenta que os controles sobre as importações específicas desses itens ainda são insuficientes.

Reação do governo brasileiro e medidas de resposta

Em nota oficial, o governo brasileiro criticou duramente a nova tarifa, classificando a medida como arbitrária e injustificada. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República destacou que o país apresentou informações detalhadas sobre sua legislação e os rigorosos mecanismos de fiscalização adotados, além de lembrar o reconhecimento internacional do Brasil no combate ao trabalho escravo.

Diante do cenário, o governo brasileiro informou que pretende recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica e levar o caso formalmente ao sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio. Paralelamente às ações diplomáticas e jurídicas, a gestão federal mantém o apoio às empresas exportadoras afetadas por meio das linhas de crédito e incentivos do Plano Brasil Soberano.

Perguntas Frequentes

Qual é o valor da nova sobretaxa aplicada pelos Estados Unidos e qual o impacto total nas tarifas?
A nova sobretaxa é de 12,5 por cento e, somada à tarifa de 25 por cento já vigente, eleva a tributação total para até 37,5 por cento em parte das exportações brasileiras.

Qual foi o argumento utilizado pelo governo estadunidense para justificar a imposição da tarifa adicional?

O USTR alegou que o Brasil não adota mecanismos suficientes para impedir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado, citando setores como alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco.

Como o governo brasileiro reagiu ao anúncio da medida comercial por parte de Washington?

O governo classificou a tarifa como arbitrária e injustificada, anunciou que levará o caso à Organização Mundial do Comércio e acionará os mecanismos da Lei de Reciprocidade Econômica.

 

Com informações de Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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