O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) implementou mudanças estruturais no Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB) para acelerar a análise de processos. A principal medida é a nacionalização da fila, que permite o remanejamento da força de trabalho entre diferentes estados brasileiros.
Com as novas regras publicadas no Diário Oficial da União, servidores de regiões com indicadores mais baixos de espera poderão atuar em processos acumulados em áreas críticas. O objetivo é equilibrar o atendimento e garantir que nenhum segurado espere além do tempo previsto.
Os resultados da modernização do sistema já aparecem nos relatórios oficiais. O tempo médio de espera para a concessão de benefícios caiu de 64 dias, registrados em março do ano passado, para a média atual de 35 dias em todo o território nacional.
A prioridade da gestão agora se concentra nos requerimentos que possuem maior volume de pessoas aguardando. Isso inclui o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e os benefícios por incapacidade, que juntos somam quase 80% do total da fila de espera.
Instituído pela Lei 15.201/2025, o programa prevê o pagamento de bônus extraordinário para peritos e servidores que realizam atividades além da capacidade habitual. Essa bonificação visa manter a produtividade elevada diante do aumento de novos processos no órgão.
Além do reforço operacional, o INSS estabeleceu critérios rígidos de controle de qualidade para evitar erros nas análises. Foram definidos limites diários para a participação dos servidores no programa de pagamento extra, garantindo a integridade do processo administrativo.
Para monitorar o desempenho dessas medidas, um comitê estratégico foi criado no final do ano passado. O grupo tem a função de avaliar soluções constantes para o aumento de 23% na demanda de requerimentos registrada ao longo de 2025.
Historicamente, o INSS enfrenta desafios logísticos e de pessoal para processar milhões de pedidos anuais. A atual nacionalização da fila é vista por especialistas como um passo fundamental para a digitalização total e a eficiência do serviço previdenciário público.






































