Alta do diesel pressiona fretes agrícolas e importação de fertilizantes cai 15,7%

Conab aponta aumento dos custos de transporte em diferentes regiões do país, enquanto importações de fertilizantes somaram 28,4 milhões de toneladas entre janeiro e setembro de 2026.

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Alta do diesel pressiona fretes agrícolas e importação de fertilizantes cai 15,7%

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  • Em setembro de 2026, os fretes rodoviários de grãos no Brasil mantiveram tendência de alta anual, influenciados pelo preço do diesel e pela demanda por insumos, com comportamentos distintos entre regiões.
  • Entre janeiro e setembro de 2026, as exportações de soja cresceram 6,69% para 100,1 milhões de toneladas, enquanto os embarques de milho caíram 15,69% para 19,6 milhões de toneladas, com destaque para o Porto de Santos e o Arco Norte.
  • As importações brasileiras de fertilizantes somaram 28,4 milhões de toneladas entre janeiro e setembro de 2026, queda de 15,7% em relação a 2025 e o menor volume desde 2022, em um contexto de preparação para a safra 2026/27.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O preço do diesel e a demanda por insumos agrícolas influenciaram os fretes rodoviários de grãos no Brasil em setembro de 2026. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os custos do transporte mantiveram tendência de alta no comparativo anual, com diferenças entre as regiões, conforme a demanda por cargas, a disponibilidade de veículos e o movimento de exportação.

Os dados constam na edição de outubro do Boletim Logístico da Conab, divulgada em 27 de outubro. O levantamento também aponta mudanças no fluxo de exportações de soja e milho e uma redução de 15,7% nas importações brasileiras de fertilizantes no acumulado dos nove primeiros meses do ano.

Exportações de soja crescem, enquanto embarques de milho recuam

Entre janeiro e setembro de 2026, as exportações brasileiras de soja alcançaram 100,1 milhões de toneladas, volume 6,69% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

No mesmo intervalo, os embarques de milho somaram 19,6 milhões de toneladas, uma queda de 15,69% na comparação anual. De acordo com a Conab, o resultado está relacionado à maior oferta do cereal no mercado internacional e ao crescimento do consumo interno.

Em setembro, o Brasil exportou 7,3 milhões de toneladas de soja e 5,2 milhões de toneladas de milho.

O Arco Norte respondeu por 51,22% do volume de milho exportado e 38,66% dos embarques de soja acumulados entre janeiro e setembro. O Porto de Santos concentrou 27,57% das exportações de milho e 33,38% das de soja no período.

Santos também liderou os embarques acumulados de farelo de soja, com 43,35% do total, seguido pelo Porto de Paranaguá, responsável por 25,82%.

Fretes apresentam comportamentos diferentes por região

Em Mato Grosso, mais da metade das rotas pesquisadas registrou aumento mensal nos fretes, com variações positivas de até 6,3%. Segundo o boletim, o comportamento está associado à movimentação do milho, à produção da segunda safra e ao aumento do consumo interno do cereal.

Em Mato Grosso do Sul, os preços recuaram em setembro. A maior queda informada foi de 11,9% no trajeto entre São Gabriel do Oeste e o Porto de Paranaguá, no Paraná.

Em Goiás, os valores variaram entre recuo de 3,6% e aumento de 27,2%, refletindo diferenças entre as rotas. A movimentação de adubos, fertilizantes e sementes para o plantio da safra 2026/27 também contribuiu para a demanda por transporte.

No Distrito Federal, todas as rotas monitoradas apresentaram alta mensal. Os reajustes chegaram a 5% nos trajetos com destino ao Porto de Paranaguá e a 4,2% nas rotas para Imbituba, em Santa Catarina.

Bahia registra alta, enquanto São Paulo tem queda

Na Bahia, os fretes agrícolas aumentaram mais de 3,5% na maior parte das rotas analisadas, com destaque para os trajetos com origem em Luís Eduardo Magalhães. O transporte de pluma de algodão e a demanda por insumos estiveram entre os fatores relacionados à elevação dos preços.

No Piauí, a média mensal dos fretes caiu 5% em relação a agosto. No Maranhão, a movimentação de cargas agrícolas foi mais limitada, com tendência de recuo nas cotações. Na região de Balsas, no sul maranhense, subprodutos do milho ligados à produção de etanol também movimentaram o transporte rodoviário.

Em São Paulo, o preço médio mensal dos fretes recuou 7,65%, com queda em todas as rotas incluídas na pesquisa. A sazonalidade agrícola e o aquecimento do consumo interno de grãos contribuíram para esse comportamento.

Em Minas Gerais, a finalização da colheita do café e o início do plantio da soja influenciaram a movimentação de cargas, especialmente o transporte de insumos. Nas rotas destinadas à exportação, a tendência também foi de redução dos valores.

Importações de fertilizantes caem 15,7%

As importações brasileiras de fertilizantes totalizaram 28,4 milhões de toneladas entre janeiro e setembro de 2026. O volume representa uma redução de aproximadamente 15,7% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Conforme o boletim, esse foi o menor volume acumulado para o período desde 2022. Na comparação entre setembro de 2026 e setembro de 2025, a queda foi de 27,95%.

A redução ocorre em um período de preparação para a safra 2026/27, quando produtores precisam organizar a aquisição e o transporte de insumos. O relatório também aponta que o preço do diesel influenciou os custos logísticos em diferentes regiões.

O que os dados indicam para o setor agrícola

Os números da Conab mostram que o comportamento dos fretes depende de uma combinação de fatores, como preços dos combustíveis, demanda por transporte, calendário agrícola, oferta de grãos e fluxo de exportações.

As diferenças entre os estados reforçam que não houve um movimento uniforme em setembro: algumas rotas registraram aumentos expressivos, enquanto outras apresentaram queda.

O levantamento reúne informações das principais rotas de escoamento de grãos em dez estados brasileiros. Os dados detalhados podem ser consultados no Boletim Logístico de outubro de 2026, publicado pela Conab.

Com informações de ‘CONAB – Assessoria de Imprensa’

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