Malária: Bacia Leiteira concentra 193 casos em Porto Velho

Ação da Semusa na Casa de Acolhimento Árvore da Vida levou diagnóstico, tratamento e orientações preventivas a pessoas em situação de vulnerabilidade.

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Malária: Bacia Leiteira concentra 193 casos em Porto Velho
Fotos: Hellon Luíz

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A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), realizou na quinta-feira (5) uma ação de diagnóstico, tratamento e prevenção da malária na região da Bacia Leiteira. A atividade ocorreu no Ramal dos Botos, na Casa de Acolhimento Árvore da Vida, em referência ao Dia da Eliminação da Malária nas Américas, celebrado em 6 de novembro.

Com apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e de uma instituição de ensino superior, a mobilização ofereceu exames, tratamento e orientações preventivas. A iniciativa buscou facilitar o acesso à assistência para pessoas que enfrentam dificuldades de deslocamento até as unidades de saúde da área urbana.

A acolhida Sônia Cavalcante ressaltou a importância da presença dos profissionais na comunidade, especialmente para quem não consegue chegar à cidade.

“Às vezes, adoecem muitas pessoas e não temos condições de ir até a cidade. Ter esse pessoal aqui é muito bom”, relatou.

O presidente da Casa de Acolhimento Árvore da Vida, José Francisco, também destacou o atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Muitas das pessoas que recebemos aqui vieram de situações de vulnerabilidade e não têm condições de buscar atendimento. Esse trabalho é muito importante e não acontece só hoje. As equipes estão sempre presentes”.

Bacia Leiteira concentra maior número de casos

Segundo boletim epidemiológico da Semusa, Porto Velho registrou 3.742 casos de malária entre janeiro e 29 de outubro de 2026. O número representa aumento de 7,5% em relação ao mesmo período de 2025.

A Bacia Leiteira lidera o levantamento das localidades com maior quantidade de registros, contabilizando 193 casos. O cenário reforça a necessidade de manter ações de vigilância, diagnóstico e tratamento nas comunidades rurais, onde as distâncias podem dificultar o acesso aos serviços públicos.

O prefeito Léo Moraes afirmou que a iniciativa busca ampliar a presença da saúde nas áreas mais afastadas.

“Nosso compromisso é fazer a saúde chegar a quem mais precisa, inclusive nas comunidades mais afastadas. O combate à malária exige presença, prevenção e acesso ao diagnóstico e tratamento”, destacou.

A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Geisa Brasil, explicou que a região é considerada prioritária nas estratégias de enfrentamento.

“Nosso trabalho aqui é contínuo. Temos profissionais que percorrem os ramais diariamente, realizando diagnóstico e tratamento. Hoje, estamos reforçando essa busca ativa para interromper a cadeia de transmissão da malária”.

Atendimento e prevenção continuam na região

A mobilização integra as ações permanentes de vigilância e combate à malária desenvolvidas pela Semusa. Além dos atendimentos na Casa de Acolhimento Árvore da Vida, as equipes mantêm atividades regulares nas comunidades da Bacia Leiteira, com previsão de ampliar o trabalho para outras instituições e moradores.

A acolhida Sônia Cavalcante agradeceu a assistência recebida durante a mobilização.

“Às vezes, não temos como sair daqui para fazer os exames. Eu fico emocionada e feliz porque a gente recebe essa atenção da Semusa. Só tenho gratidão”.

Malária tem cura e tratamento gratuito

A malária é uma doença infecciosa transmitida pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles. Entre os sintomas mais comuns estão febre, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça.

O tratamento é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e deve ser iniciado após a confirmação da infecção. A orientação é procurar atendimento médico diante de sintomas suspeitos, especialmente para pessoas que vivem ou estiveram em áreas de transmissão.

A prevenção também inclui medidas para evitar picadas de mosquitos, como uso de repelentes, mosquiteiros, roupas que protejam braços e pernas e telas em portas e janelas.

FAQ

Quantos casos de malária foram registrados em Porto Velho em 2026?

Foram registrados 3.742 casos entre janeiro e 29 de outubro de 2026, segundo boletim epidemiológico da Semusa.

Qual localidade concentra mais casos?

A Bacia Leiteira lidera o levantamento municipal, com 193 registros no período informado.

O tratamento da malária é gratuito?

Sim. O diagnóstico e o tratamento são oferecidos gratuitamente pelo SUS.

Com informações de Helen Paiva

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