Exames descartam ebola em paciente internado em São Paulo

Homem, que é imigrante da República Democrática do Congo, teve diagnóstico confirmado para meningite meningocócica; risco de transmissão no Brasil é baixo.

Fonte: Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil - 20

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Exames descartam ebola em paciente internado em São Paulo
© Pablo Jacob/Governo de SP

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A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo informou, nesta segunda-feira (1º), que o paciente de 37 anos internado no Instituto Emílio Ribas não apresenta contaminação pelo vírus ebola. Exames laboratoriais realizados descartaram a presença de material genético do vírus na amostra coletada. O paciente, que é imigrante da República Democrática do Congo, foi diagnosticado com meningite meningocócica.

Histórico do caso e biossegurança

O homem deu entrada na unidade de referência em estado grave, apresentando sintomas como diarreia e desorientação, sendo necessário o procedimento de intubação. Ele permanece internado em isolamento, seguindo os protocolos de biossegurança estabelecidos para este tipo de ocorrência.

Situação no Rio de Janeiro e cenário nacional

O Ministério da Saúde monitorou dois casos suspeitos no último fim de semana.

No Rio de Janeiro, um viajante vindo de Uganda apresentou sintomas e recebeu diagnóstico positivo para malária, enquanto aguarda o resultado definitivo para ebola no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas.

Segundo o Ministério da Saúde, o risco de transmissão do vírus no Brasil e na América do Sul é considerado baixo, uma vez que o país possui protocolos de vigilância e resposta para o manejo de casos suspeitos.

Entenda a doença

A Doença pelo Vírus Ebola (DVE) é considerada grave e pode atingir uma taxa de letalidade de até 90%. A transmissão ocorre através do contato direto com fluidos corporais de indivíduos infectados, sendo contagiosa apenas durante a fase aguda, quando os sintomas são severos. Sintomas comuns incluem febre alta, dores musculares, fadiga, náuseas e dor abdominal. Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) mantém o risco elevado apenas para a República Democrática do Congo e países fronteiriços onde há surtos confirmados.

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