Encontro entre Lula e Rodrigo Paz, da Bolívia, é marcado por defesa da democracia na América Latina

Reunião durante cúpula do Mercosul em Assunção tratou de cooperação bilateral entre Brasil e Bolívia, energia, meio ambiente e estabilidade democrática na região.

Fonte: Emerson Barbosa

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Encontro entre Lula e Rodrigo Paz, da Bolívia, é marcado por defesa da democracia na América Latina

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O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz Pereira, do Partido Cristão, apontado como de centro-direita, ocorreu durante reunião de líderes do Mercosul, em Assunção, no Paraguai, na terça-feira (30).

Após a sessão geral da cúpula, Lula recebeu o presidente boliviano para tratar de temas de interesse bilateral entre os dois países.

Na conversa com Paz Pereira, Lula destacou a importância do diálogo político e parabenizou o mandatário boliviano por enfrentar, de pé, 53 dias de intensos protestos no início de seu mandato, iniciado há pouco mais de sete meses. O presidente brasileiro também reiterou que “somente pelo diálogo com os movimentos sindicais é possível superar a crise política”.

Segundo o jornalista do El Deber, Maurício Quiroz a fala e a presença de Lula reforçam um gesto de apoio à estabilidade política na Bolívia, considerando sua influência na América Latina e sua proximidade histórica com lideranças do Movimento ao Socialismo (MAS), partido fundado pelo ex-presidente Evo Morales.

Lula e Rodrigo Paz durante reunião da cúpula do Mercosul em Assunção discutindo cooperação e democracia na América Latina.

De acordo com relatos do encontro, Lula destacou avanços na cooperação entre Brasil e Bolívia, especialmente no setor energético. O presidente boliviano teria relatado progressos no diálogo interno com movimentos sociais e agradecido o apoio humanitário brasileiro, incluindo o envio de alimentos e medicamentos.

Lula também afirmou que o Brasil decidiu acelerar tratativas para novos acordos entre a Petrobras e a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) na área de exploração de gás. Segundo ele, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, deve receber uma comitiva boliviana no Rio de Janeiro ainda nesta semana.

Além disso, Rodrigo Paz e Lula confirmaram o envio de uma delegação ao Brasil para discutir temas relacionados ao bioma amazônico.

O encontro também foi marcado por manifestações políticas em defesa da democracia na região, especialmente após os ataques verbais e as interferências do presidente norte-americano Donald Trump na América Latina. O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anfitrião da cúpula, condenou qualquer tentativa de desestabilização democrática no continente latino-americano.

Lula e Rodrigo Paz durante reunião da cúpula do Mercosul em Assunção discutindo cooperação e democracia na América Latina.

Na mesma linha, o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, consolidou seu apoio ao governo boliviano e defendeu a preservação da ordem democrática no país.

Ao final da reunião, os líderes do Mercosul assinaram uma declaração conjunta de apoio ao governo constitucional boliviano, com rejeição à violência, à interrupção de serviços essenciais e a ameaças contra infraestruturas críticas, além de um apelo ao diálogo entre os atores políticos e sociais diante dos conflitos. Com informações de EL Deber e da página oficial do presidente Lula.

Lula e Rodrigo Paz durante reunião da cúpula do Mercosul em Assunção discutindo cooperação e democracia na América Latina.

https://www.facebook.com/Lula/videos/1041995005065550

Perguntas frequentes

O que foi discutido no encontro entre Lula e Rodrigo Paz?

Foram tratados temas de cooperação bilateral, energia, meio ambiente e estabilidade política na Bolívia.

Onde ocorreu a reunião?

O encontro aconteceu em Assunção, no Paraguai, durante a cúpula de líderes do Mercosul.

Quais países participaram das discussões sobre democracia?

Brasil, Bolívia, Paraguai e Uruguai estiveram entre os países que abordaram o tema durante a cúpula.

Houve acordos assinados?

Foi assinada uma declaração conjunta do Mercosul em apoio à estabilidade institucional e ao diálogo político.

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