O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez uma defesa enfática da atuação da Corte durante sessão da Primeira Turma realizada nesta terça-feira (10). Ao comentar o papel do Judiciário no equilíbrio democrático, Dino afirmou que, embora o tribunal seja uma instituição humana sujeita a equívocos, o balanço de suas decisões é amplamente positivo, ressaltando que o colegiado “acerta mais do que erra”.
A manifestação ocorre em um cenário de forte pressão sobre o Supremo. Recentemente, os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes tornaram-se alvos de questionamentos públicos devido a um suposto relacionamento pessoal com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Vorcaro foi preso na última semana sob acusação de liderar fraudes financeiras bilionárias, o que gerou debates sobre a imparcialidade dos magistrados em processos correlatos.
Outro ponto de tensão mencionado no tribunal é a ofensiva da Corte contra o pagamento de “penduricalhos” nos Três Poderes. O STF tem atuado para suspender benefícios que, somados aos subsídios, extrapolam o teto constitucional de R$ 46,3 mil. Para Dino, as críticas atuais refletem uma “perda de equilíbrio” na percepção sobre o papel de cada instituição, enquanto o tribunal busca reafirmar sua função de controle e justiça.
Mais cedo, no mesmo dia, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, também reforçou a necessidade de integridade institucional. Em encontro com presidentes de tribunais superiores, Fachin sublinhou que a imparcialidade e o distanciamento das partes são condições fundamentais para a equidade. As falas dos ministros convergem na tentativa de blindar a imagem do Supremo diante de crises políticas e investigações que atingem o setor financeiro e o Legislativo.







































